Embora o Paysandu tenha alcançado seu objetivo diante do Boa Esporte-MG, na última sexta-feira, 1º, que era vencer o adversário e, consequentemente, retornado ao G4 da Série B do Brasileiro, o técnico Dado Cavalcanti exige que os pés do grupo não salte do chão. “Não podemos entender que uma derrota é uma catástrofe e jamais ter a soberba de valorizar uma vitória além do que ela representa”, afirma o treinador. “Precisamos ter os pés no chão. Hoje o Paysandu tem os pés no chão”, garante. Ele assegura que o atual momento da equipe está dentro do esperado.
“O nosso feedback (resposta) interno é de que estamos dentro de onde gostaríamos de estar e valorizando muito nossa pontuação, independente da classificação”, analisou. “O mais importante é sempre a quantidade de pontos que a gente tem hoje para a quantidade de pontos perdidos por nós no campeonato. Atualmente estamos dentro de um controle na tabela”, argumenta o treinador. O fato de o Papão fechar a 8ª rodada da Série B atrás de Fortaleza-CE e CSA-AL, primeiro e segundo colocados, também é salientado pelo comandante bicolor.
“O handicap (vantagem) de Fortaleza e CSA está muito acima da curva. Se observar nos anos anteriores, principalmente o Fortaleza, está bem acima da curva. E o nosso feedback interno é de que estamos dentro de onde gostaríamos de estar e valorizando muito nossa pontuação, independente da classificação”, ressalta. A preocupação de Dado agora se volta para o jogo de amanhã, contra o Criciúma-SC, que vem de uma vitória sobre o Avaí-SC, resultado que, curiosamente, ajudou o Paysandu a assumir, após a rodada passada, a 3ª colocação na classificação.
Após o jogo contra o Tigre, o Papão seguirá jogando fora de Belém, contra o Goiás-GO. Mas, neste momento, o treinador prefere focar apenas do primeiro adversário. “O objetivo é jogo a jogo. Até pra um controle interno e não nos desorganizarmos, não valorizarmos demais uma vitória e também não sofrermos muito com uma derrota. Internamente temos um controle de quais são os pontos, quais são os jogos e onde a gente vai chegar. Para os atletas é buscar os três pontos na próxima partida”, argumenta.
Com a vitória sobre o Boa, o Papão chegou a 15 pontos, quebrando uma sequência de cinco partidas sem vitória, com quatro empates (um deles pela Copa Verde) e uma derrota. Caso consiga vencer os dois próximos compromissos, dependendo dos resultados dos jogos do CSA, que soma 18 pontos, poderá assumir a vice-liderança do campeonato. Uma matemática que Dado, pelo menos por enquanto, prefere não tratar.
Sinal de alerta ligado contra o Criciúma
O fato de o Criciúma-SC ocupar a vice-lanterna da Série B, com apenas 4 pontos, pode até estar levando os torcedores do Paysandu a dar o jogo de amanhã, em Santa Catarina, como favas contadas para o Paysandu, mas para o técnico Dado Cavalcanti e os jogadores bicolores, o adversário representa uma espécie de sinal amarelo, o que requer um cuidado especial, ainda mais pelo fato de o oponente vir de uma vitória, fora da cidade de Criciúma, diante do Avaí, até então 3º colocado na competição, posição que acabou perdendo justamente para o Papão.
“A gente sabe que mesmo as equipes que estão lá embaixo têm qualidade”, alerta o atacante Cassiano. “A Série B é um campeonato muito nivelado, independente de quem está lá em cima ou lá embaixo”, justifica o goleador. “Então temos de tomar cuidado com o Criciúma e logo depois já vem o Goiás-GO que é muito próximo, então temos de estar bem focados para não sofremos nenhuma derrota nesses dois jogos”, diz.
Dado segue a mesma linha de raciocínio. “Teremos dois confrontos fora de casa, dois jogos difíceis contra adversários totalmente diferentes um do outro e também diferente do Boa”, analisa o treinador, assegurando que, no momento, o foco está no primeiro dos dois jogos. “Até para que a gente não misture as coisas e acabe nos prejudicando”, alega o treinador. O meia Alan Calbergue também vê os próximos adversários como perigosos. “São equipes que estão vindo de vitórias e que, jogando dentro de suas casas, vão buscar novos resultados positivos, mas estamos conscientes de nossa responsabilidade”, declarou.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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