Há pouco mais de um mês, desde a sua eliminação da Série C do Campeonato Brasileiro, o Clube do Remo realizou procedimentos internos para traçar um planejamento com vistas à temporada 2020. Durante esses dias, houve expectativa imediata em cima de contratações, especialmente nos cargos de diretor-executivo e treinador, já que as funções ficaram vagas após as demissões de Luciano Mancha e Eudes Pedro, respectivamente. E, enfim, após um período na seca de ações quanto ao carro-chefe, a agremiação terá uma semana decisiva rumo ao próximo ano.
Conforme a própria diretoria, a partir de hoje e com prazo até a próxima quinta-feira (31), devem ser anunciados formalmente o encarregado pelas contratações e montagem de elenco, além da logística azulina para o calendário de futebol do ano que vem. Carlos Antonio Kila e Jorge Macedo são os principais candidatos à executivo. No caso deste último, ele possui o favoritismo por ter passado alguns dias em Belém na semana anterior, quando teve a oportunidade de conhecer as dependências da instituição. Além disso, segundo uma fonte interna, Macedo recebeu uma proposta oficial, dessa maneira, a decisão final está sob seu domínio referente à parceria ou não com o Leão Azul.
Caso Rony
Outra situação emblemática que terá o desfecho coincidentemente na mesma data-limite, é o imbróglio envolvendo o lateral-direito Rony, de 19 anos. Depois de assinar com a gestora de carreiras H2R Manager, há cerca de 2 meses, o jogador, cria da base remista, segue na tentativa de liberação de contrato alegando, como justificativa, o atraso de 14 meses salarias entre 2017 e 2018. Os advogados que estão cuidando do caso para o profissional, inclusive, tentaram em dois momentos a quebra de vínculo. O presidente Fábio Bentes adiantou que tentará permanecer com o jogador, já que ele interessa para 2020, pela qualidade e perfil traçado pelo clube.
Contudo, ciente de que a situação não será tão fácil de se resolver, o diretor jurídico do clube, Pietro Alves Pimenta, destacou que o Remo estará preparado para qualquer adversidade. “Considerando que está cada vez mais distante o acordo amigável, a gente precisa se resguardar com as nossas estratégias pra que isso seja resolvido da melhor forma possível para o clube e as esferas competentes”, disse. “O melhor é que ele volte a treinar. Não está descartado um acordo amigável, basta nos procurar. Se ele tem uma oportunidade (de fechar com outro clube), o Remo não está fechado para isso. O que não pode é o clube ser prejudicado nos seus direitos porque investimos nele”, reforçou Pietro.
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