Ao ser
apresentado oficialmente como treinador do Clube do Remo, Rafael Jaques
garantiu que pretendia trabalhar com a base, desde que os garotos mostrassem
qualidade. Segundo ele, foi assim nos dois anos em que comandou o São José-RS.
Antes de assumir o time principal, Jaques vinha de experiências de sub-20. Para
quem subiu da base há pouco, a chegada do técnico é um motivo de expectativa a
mais em ser aproveitado. Em tempo, depois de quase dez dias no curso de
treinadores da CBF, Jaques é esperado para hoje à noite em Belém.
Aos 19
anos, o atacante Wallace está há quatro no Baenão e com um histórico de muitos
gols nas categorias menores. Em 2018 e 19, ele subiu para o profissional e,
depois de pouco tempo, foi mandando de volta para o sub-20. Algo que torce para
que não aconteça para 2020. “Estava no grupo campeão paraense. Depois da saída
do Netão (João Nasser) não tive tantas oportunidades e voltei para a base. Só
com a chegada do Eudes Pedro é que retornei para o elenco profissional. Espero
que esse ano eu possa ser aproveitado. Não só eu como os demais garotos”,
comentou o jogador.
Ao mesmo
tempo em que recorda do penúltimo técnico azulino, de breve passagem pelo clube
e com valorização total da garotada, Wallace mostra otimismo com a
possibilidade de uma postura semelhante com o novo comandante. “O Rafael Jaques
é um técnico que veio da base. Ele treina há pouco tempo times profissionais.
Então acredito que ele reconhece o valor da garotada e nós teremos mais chances
neste próximo ano”.
Mesmo com
poucos dias com os novos métodos de treino, o atacante remista aposta em uma
mudança de postura do time. “O Jaques cobra um time muito intenso, com muita
pegada e marcação alta. Nossos treinos têm sido muito fortes pra poder adaptar
a parte física para o que o técnico exige. Ele gosta do futebol para frente,
pressão alta. O futebol exige isso, esse perfil de comandante”, afirma Wallace.
não pode desanimar
Com duas
oportunidades curtas e com quase nenhuma chance no elenco de cima, Wallace
garante que desanimar seria apenas minar as próprias chances. O atacante afirma
que a cada vez que era mandado de volta para a base ele procurava analisar o
que tinha feito de errado e pegava mais pesado nos treinamentos para melhorar
seu jogo.
“Quando eu
voltava para a base eu procurava trabalhar mais forte ainda. Para recuperar
espaço só mostrando serviço. Esse ano não é diferente para quem é da base, é
uma época de muitos treinos, esperando a oportunidade. É assim que funciona
nessa transição”, comenta.
Wallace
mostra esperança que com um calendário cheio todo o elenco seja utilizado,
ressaltando que a palavra final ficará sempre com o comandante.
“Tudo
depende do perfil do treinador. Tem quem goste de trabalhar com a base e tem
outros que deixam de lado. Quem está ali tem de trabalhar forte para esperar a
chance”, disse. “Eu me cobro bastante. Esse ano vai ser com um calendário cheio
e as chances podem aparecer, por isso temos que estar prontos”, finalizou o
atacante.
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