Em relação ao time que vem jogando, o Paysandu terá a ausência certa de dois titulares. O lateral-direito Tony e o volante Caíque Oliveira cumprirão suspensões automáticas. O primeiro está de fora por um cartão vermelho e o segundo pelos três amarelos. Se na cabeça de área sobram opções para Hélio dos Anjos, na defesa a situação é diferente.
Apresentado essa semana, Netinho pode vir a fazer sua estreia com a camisa alviazul justamente no tipo de partida que catapulta o moral de quem vence e sepulta a de quem perde. Sem ritmo e com a pré-temporada pela metade, pode ser um teste de fogo para o lateral bicolor.
Entre os jogadores, há uma reclamação em forma de resignação pela tabela do Paysandu. O time bicolor foi para uma difícil decisão num jogo fora de casa há apenas três dias antes do confronto com o maior rival. “Falar do calendário é chover no molhado, não adianta nada. Sabemos que nosso rival descansou e treinou a semana toda, mas eles não vão ter vida fácil, não”, diz o volante Serginho. “Já sabíamos dessa semana importante e o treino tem sido muito forte pensando nesse tipo de jogo”, completou.
Já o zagueiro Perema preferiu salientar a classificação bicolor na Copa do Brasil como fator de garantia de tranquilidade nos treinamentos. Pelo menos até que se jogue um Re-Pa. “Quem conhece o Paysandu sabe como é a pressão aqui. A gente precisava desse resultado (classificação contra o Brasiliense)”, diz.
Vinícius Leite fez a alegria da Fiel no clássico da Série C do ano passado e garante que ainda pode evoluir muito mais

Em agosto do ano passado, Papão e Leão se encontraram na última rodada da primeira fase da Série C, naquele que foi chamado do Re-Pa do século dada a importância do confronto. Os dois times brigavam pela classificação para a fase seguinte e tinham boas chances de ambos passarem. O Remo abriu o placar e os dois rivais estavam avançando, mas o Paysandu empatou e a combinação de outros resultados teve como consequência a desclassificação do time azulino.
O autor do gol de empate bicolor foi Vinícius Leite, bem ao estilo do meia-atacante: com um forte chute de fora da área ele calou metade do Mangueirão e fez explodir a outra.
Vinícius se tornou o personagem da partida e ganhou um espaço eterno no coração do torcedor do Paysandu. Nesse começo de temporada ele vem sendo muito elogiado pelo técnico Hélio dos Anjos, que o considera uma peça-chave do esquema tático do time, seja pelas finalizações ou pelo caráter participativo. Para o jogador, o time vem crescendo e, hoje, pode mostrar um desempenho melhor do que das quatro partidas disputadas em 2020 até aqui. “Ainda temos muito por evoluir e domingo temos que mostrar serviço no clássico”, disse Vinícius Leite.
Aos 26 anos, o jogador goiano está em sua segunda temporada com a camisa bicolor. Ele sabe como foi trabalhosa a missão de se acertar com a torcida e deixar as constantes cobranças de lado. Para ele, sua estada na Curuzu é um processo ainda em evolução. “Consegui mostrar meu futebol ano passado. A torcida não me conhecia e cheguei um pouco desacreditado, mas consegui mostrar meu valor. Agora, a Fiel conhece meu futebol e sei que ainda posso evoluir bastante”.
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