Ainda que os jogos pelas duas últimas rodadas da fase classificatória do Campeonato Paraense não tenham a presença do torcedor, com os portões dos estádios fechados ao público, o zagueiro Wesley Matos não deixou de expor, ontem pela manhã, o seu temor quanto a possibilidade de contágio dos atletas pelo Covid-19, durante as partidas. Ele ressaltou que a ausência dos torcedores não elimina totalmente o risco de alguém vir a se contaminar com o vírus. “Vamos ter contatos. Têm as viagens, mesmo que aqui não tenha caso, vamos ter de viajar para outros lugares”, alertou o defensor, mesmo sendo favorável a continuidade do Estadual.
Paysandu anuncia suspensão de atividades do clube por causa do coronavírus
“Nós até queríamos que a primeira fase da competição fosse encerrada”, contou, pela manhã, Wesley, antes de saber, portanto, da decisão tomada pelos clubes e validada pela Federação Paraense de Futebol (FPF), em reunião no período da tarde, na sede da entidade. “Então, terminando essa primeira fase até para que depois fiquem só quatro clubes. Para os (times) menores que saírem, infelizmente, a temporada será menor, mas as perdas também serão menores”, completou Wesley.
Mesmo apoiando, antecipadamente, a decisão tomada pelos clubes, o zagueiro admitiu o temor pela proliferação do Covid-19 pelo mundo. A preocupação, aliás, não é apenas do defensor, mas também de seus companheiros de plantel. “A gente está bastante preocupado, porque a saúde vem em primeiro lugar”, comentou. Wesley lembrou que o Paysandu vem procurando adotar medidas preventivas para que seus profissionais e seus familiares não sejam atingidos pela pandemia.
“O clube tem se prontificado a nos manter sempre conectado a esse assunto e tem feito os procedimentos para a prevenção”, salientou. “Já houve a disponibilidade de álcool gel para que a gente possa se prevenir. O cumprimento entre a gente, por exemplo, não está sendo mais feito com aperto de mão. Agora é sempre assim (faz gesto com o cotovelo)”, detalhou Wesley.
O jogador comentou, ainda, o aspecto negativo, financeiramente falando, que serão causados pela ausência do público nos jogos finais da fase classificatória do campeonato.
“Infelizmente a economia do nosso país terá uma queda muito grande. Imagina isso para clubes de menor expressão. Como não será essa perda?”, questionou Wesley. “Se for um campeonato com portões fechados o prejuízo será o mesmo que aconteceria numa paralisação da competição”, comparou o zagueiro, ratificando que a entrevista do atleta aconteceu antes da decisão tomada pelos clubes no período vespertino de ontem.
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