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SEM BILHETERIA

Finanças no Leão ficam comprometidas devido aos portões fechados

Os responsáveis pelas dez equipes que compõem o Campeonato Paraense de 2020 e a presidência da Federação Paraense de Futebol (FPF) chegaram a um acordo e as duas rodadas restantes válidas pela fase classificatória da competição serão realizadas de por

Imagem ilustrativa da notícia Finanças no Leão ficam comprometidas devido aos portões fechados camera A ausência do Fenômeno nas arquibancadas será sentida tanto esportivamente quanto nos cofres do clube | Fernando Araújo/ Diário do Pará

Os responsáveis pelas dez equipes que compõem o Campeonato Paraense de 2020 e a presidência da Federação Paraense de Futebol (FPF) chegaram a um acordo e as duas rodadas restantes válidas pela fase classificatória da competição serão realizadas de portões fechados, decisão tomada na tarde de ontem em substituição à anterior, que suspendia o campeonato, mas que foi vista como prejudicial financeiramente aos clubes. A prevenção se deve à pandemia do coronavírus. Sendo assim, a partida entre Clube do Remo e Águia de Marabá, programada para domingo (22) à tarde, no Baenão, foi antecipada para este sábado (21), às 15h30, no alçapão azulino.

Veja a nova tabela completa do Campeonato Paraense

A manutenção desta etapa da competição estadual foi a melhor alternativa encontrada pelos times, mesmo com os prejuízos naturais que serão encontrados pelas agremiações – os cofres das instituições serão os mais afetados nesse período de resguardo. Dono das três melhores médias de público da competição e com o retorno dos jogos oficiais no seu estádio, o presidente do Leão, Fábio Bentes, explicou que a ausência dos torcedores irá ser impactante na receita do clube. “Claro que afeta, muito, inclusive. A gente depende bastante da bilheteria. E a situação vai continuar depois desses quinze dias, porque se não temos nenhum caso de coronavírus e já teve o decreto, quando surgirem aí que deve ser prolongado”, disse.

Com os pagamentos do futebol (comissão técnica e jogadores) e funcionários rigorosamente em dia, Fábio Bentes detalhou em números quanto o Leão irá sentir no bolso com a falta de arrecadação, sem a venda de ingressos. “Jogar sem bilheteria fica complicado de se pagar salários, honrar compromissos como luz, manutenção. As despesas todas são arrecadadas em torno de R$600 mil para fazer frente às despesas correntes. Não estou levando em consideração nem as outras, como Profut, Justiça do Trabalho. Esse valor é apenas das despesas correntes”, detalhou.

Mesmo com a preocupação, os jogadores do Clube do Remo se mantêm focados em conquistar a classificação ao mata-mata do Paraense. O volante Djalma ressaltou o foco logo após o deslize no último final de semana. “É não baixar a cabeça. É levantar a cabeça e pensar já no Águia. Descansar pra que a gente possa conquistar mais três pontos e dar continuidade no campeonato”, adiantou o jogador.

Djalma, a exemplo dos seus companheiros, destacou que o capricho no toque final e a paciência em explorar alternativas para o gol foram determinantes para que o time não saísse vitorioso contra o Independente. Dessa maneira, além de pontuar onde a equipe pecou em campo, ele disse o que precisa ser feito para que o time reencontre o caminho das vitórias. “Faltou competência no último passe. Faltou competência na hora da verdade. É ser mais agressivo dentro da área”, avaliou.

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