De forma oficial, o Clube do Remo entrou em campo em apenas dez oportunidades nesta temporada, sendo oito compromissos pelo Estadual e outros dois pela Copa do Brasil. O número, embora pequeno, foi o suficiente para que o time vivesse uma verdadeira montanha-russa de emoções nos gramados, antes da paralisação do calendário futebolístico no país. Do céu ao inferno em 2020, o Leão Azul já conta com demissão, ‘chinelada’ sofrida, eliminação e ensaiou uma redenção nas quatro linhas.
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Na segunda colocação do Paraense, a equipe sentiu o gosto dos dois extremos, felicidade e tristeza, nas suas partidas. Dono de uma boa defesa, mas com um meio de campo irregular e um ataque movido a lampejos, a equipe azulina testou de todas as maneiras a paciência e coração do seu torcedor. Muito da reformulação adotada pelo departamento de futebol remista passa por rescisões de atletas que não irão ficar para a Série C. “O time já está focando no Brasileiro. Estamos enxugando a folha, mas pensando no melhor para o time para o restante do ano”, disse o diretor Dirson Medeiros. Dessa maneira, com base no que foi produzido pelo time nos seus compromissos neste ano, o Bola listou os cinco momentos em que o Remo foi do abismo ao paraíso - e vice-versa – no decorrer das suas partidas. Acompanhe.

INFERNO
Sem dúvidas, o momento mais frustrante remista em 2020 foi o sacode sofrido para o Brusque, fora de casa, por 5 a 1. A pisa foi tão vergonhosa que o ex-treinador Rafael Jaques teve a sua demissão divulgada na madrugada do dia seguinte e sem retorno para a capital paraense.
REDENÇÃO
Depois da vergonhosa derrota para o Brusque-SC, a diretoria apostou em Mazola Junior para guiar o time no ano. A resposta do técnico foi imediata ao vencer bem o Carajás e jogar de igual para igual contra o Paysandu. O deslize ocorreu no empate em 0 a 0 contra o Independente em jogo feio, mas isso não abalou o saldo do professor pelo curto tempo de Baenão.
MELHOR JOGO
Por ironia, a melhor partida do time no ano não contou com uma vitória. No empate em 1 a 1 contra o maior rival já pelo segundo turno, o Remo, mesmo capenga com a ausência de inúmeros atletas, impôs o jogo e por pouco não quebrou o mini tabu criado pelo rival. O jogo recolou Eduardo Ramos na vitrine, com o meia anotando um belo gol de falta no empate.
PAREDÃO
A defesa azulina é um dos poucos pontos positivos do time. Pelo Parazão, possui o melhor registro com apenas cinco tentos sofridos em oito jogos. Média inferior a um gol por jogo. A defesa azulina livrou o time de resultados adversos, especialmente pela colaboração de Vinícius.
PIPOCOU
Do outro lado, o setor ofensivo deixou a desejar. Foram apenas nove gols marcados, mesmo número do Tapajós, que tem brigado contra o rebaixamento. Não à toa, a diretoria liberou os dois artilheiros do time no ano, Jackson e Wesley.
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