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POLÊMICAS

Hélio dos Anjos fala de calote, caso de Covid-19 no Papão e que futebol não volta até agosto

Em uma entrevista polêmica ao Sagres, portal de notícias do estado de Goiás, o técnico do Paysandu, Hélio dos Anjos, declarou sua angústia em meio a pandemia do novo coronavírus.Entre os temas abordados por ele, estão a falta de estrutura no Paysandu n

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Imagem ilustrativa da notícia Hélio dos Anjos fala de calote, caso de Covid-19 no Papão e que futebol não volta até agosto camera Divulgação/ Ascom PSC

Em uma entrevista polêmica ao Sagres, portal de notícias do estado de Goiás, o técnico do Paysandu, Hélio dos Anjos, declarou sua angústia em meio a pandemia do novo coronavírus.

Entre os temas abordados por ele, estão a falta de estrutura no Paysandu no 'pós-pandemia', a preocupação com os 'calotes' por parte de dirigentes, e a impossibilidade de retorno do futebol antes do mês de agosto.

A reportagem completa foi feita pelo Portal Sagres-GO.
📷 A reportagem completa foi feita pelo Portal Sagres-GO. |Reprodução/ Portal Sagres

Hélio passa a quarentena ao lado da família na cidade em Uberlândia – MG. “Liberado” pelo Paysandu e Isolado há mais de um mês (18 dias em Belém e o restante em Uberlândia), o técnico bicolor contou e lamentou o drama vivido por um dos funcionários do Paysandu, acometido pelo novo coronavírus. “passamos a madrugada tentando com todas as condições que o clube tem. Não tinha nenhuma UTI e nenhum respirador em Belém na madrugada. Isso demonstra o que é essa doença”, alertou.

Técnico Hélio dos Anjos fez várias críticas e analisou o atual panorama do futebol
📷 Técnico Hélio dos Anjos fez várias críticas e analisou o atual panorama do futebol |Divulgação/ Ascom PSC

Ainda angustiado pela falta de futebol, o treinador lamentou a paralisação, “estávamos em um momento muito bom na competição, líder absoluto do Campeonato Paraense e com planos de fazer um Brasileiro fortíssimo. Ninguém passou por isso, não só o futebol, a sociedade no todo. Mas sou muito frio com essas coisas em relação ao que temos que fazer. Se a ciência está mandando isolar, o meu isolamento é total”, disse.

Retorno do futebol

Enquanto isso, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sugeriu às federações o retorno dos campeonatos estaduais a partir do dia 17 deste mês. Questionado se se sente seguro com a volta das atividades, Hélio foi enfático. “De maneira alguma, e não é por trabalhar no Pará. Tenho uma convicção muito grande hoje de que nenhum governador ou prefeito vai liberar qualquer condição para acontecer isso. Outra coisa em relação ao futebol, nem todos têm as mesmas condições de fazer o treinamento com o protocolo que, por exemplo, se andou fazendo no Bayern de Munique”.

Cortes e calotes

O Paysandu reduziu em 50% os salários dos jogadores e comissão técnica. Contudo, Hélio dos Anjos teme futuros calotes. “Daqui a pouco tem muito dirigente e clube que vai querer usar o corona, como já estão tentando, para dar calote nos profissionais. Agora é um momento de sacrifício e o futebol terá que fazer uma reflexão em relação ao pós-corona, e na minha visão vai demorar um pouco. Em qualquer circunstância, antes de agosto não se tem possibilidade de futebol nem mesmo com portão fechado”.

Para dos Anjos, “agora é um momento de sacrifício e o futebol terá que fazer uma reflexão em relação ao pós-corona, e na minha visão vai demorar um pouco. Em qualquer circunstância, antes de agosto não se tem possibilidade de futebol nem mesmo com portão fechado”, finalizou.
Falta de estrutura e polêmicas

Para o treinador, que usou o exemplo dos três principais clubes de Goiânia, Atlético Goianiense, Goiás e Vila Nova, que contam “com uma estrutura física muito boa. Você pode, no Goiás, separar jogadores em três, quatro ou cinco campos, no Atlético praticamente a mesma coisa. Agora, vamos buscar no todo do país. Sou sincero, o Paysandu não tem condições de fazer isso. Um dos grandes erros do Paysandu, que está começando a recuperar agora, é a questão de não ter um CT”.

“Sem falar sobre a segurança no jogo para os profissionais que estão envolvidas, que não são só os jogadores. Olha o envolvimento de pessoas, independente de portão aberto ou fechado, então não vejo condições para isso. Você acredita que, do jeito que está São Paulo hoje, tem condições de ter futebol? No Amazonas, no Pará, em Fortaleza ou no Pernambuco? É uma pena, um problema? É, mas não vamos querer usar o futebol para fazer de conta que as coisas estão voltando à normalidade. Não estão voltando, os números são horríveis e só vão aumentar nos próximos 30 dias”, ressaltou.

Com longa história no estado goiano e sempre polêmico por onde passa, em 2009, quando dirigia o Goiás, Hélio ficou irritado com com parte da imprensa goiana que relacionava a queda do rendimento do time com a chegada do atacante Fernandão. Em entrevista coletiva, ele soltou que não gostava de "viadagem" (sic) e que “Eu não trabalho com homossexuais”, despertando a ira de muita gente. Relembre:

Após a polêmica, ele disse ter se expressado mal e garantiu que aceitaria comandar um jogador homossexual. "Um homossexual jogaria no meu time, com toda a certeza. A gente sabe que no futebol não tem tanto como falam. Mas, desde que seja profissional, eu escalaria sem problemas", concluiu na época.

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