Sem saber quando volta o futebol no país, os jogadores se dividem entre manter a forma para a possibilidade de um retorno e às expectativas quanto a novos clubes. Aos 17 anos, o meia-atacante Bruno Miranda sabe que mesmo voltando a disputar o Parazão desse ano, terá pela frente apenas duas partidas com o Tapajós, que enfrentará Castanhal e Clube do Remo em busca da fuga do rebaixamento para a segunda divisão. Ainda iniciando na carreira, ele aposta em voos mais altos.
“Estou começando a viver esse sonho agora. Assinei meu primeiro contrato profissional e almejo coisas maiores, clubes grandes, seja no Brasil ou na Europa. Eu vou lutar para isso”, afirma o jogador, que não mostra muito entusiasmo quando fala sobre a possibilidade de um dia defender Paysandu ou Remo, sonho da maioria dos atletas locais. Depois de estrear com apenas 17 anos entre os profissionais, ele afirma que os sonhos são mais altos. “Meu sonho desde pequeno é defender times de maior expressão, clubes da Série A, representar minha comunidade. Não é fácil. Meu sonho é jogar por times como Corinthians-SP, Santos-SP, Flamengo-RJ, Vasco-RJ, é isso que almejo”.
A estreia entre os profissionais, com 17 anos recém completados, foi ainda na Segundinha. Para Bruno, a primeira chance na carreira que, espera, seja longa e de sucesso. “Foi uma experiência muito boa. Foi a realização de um sonho e sempre sonhei em ser jogador de futebol. A caminhada foi longa e complicada até a estreia”.
De acordo com o meia, apesar da campanha ruim e do ainda perigo de rebaixamento, o Tapajós vinha conseguindo melhorar desde a chegada do técnico Matheus Lima, mostrando um futebol que poderia ajudar o time a se manter na elite do futebol paraense. “O nosso elenco era muito bom, mas os resultados não apareceram. Brigamos sempre na zona do rebaixamento. Melhoramos bastante nos últimos jogos, com a chegada do professor Matheus, e o comprometimento parece ter aumentado. Essa entrega dentro de campo fez a gente melhorar”, acredita Bruno.
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