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Bicolores vão precisar superar a ausência da torcida na Série C

Encerrada a participação do time na fase classificatória do Parazão como primeiro colocado do campeonato, com 25 pontos em dez partidas, o Paysandu “troca o chip” e só pensa, agora, em sua estreia na Série C do Brasileiro, sábado (8), às 20h30, diante do

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Imagem ilustrativa da notícia Bicolores vão precisar superar a ausência da torcida na Série C camera Os bicolores não sentirão o calor da torcida contra o Santa Cruz, no sábado | Jorge Luiz/Paysandu

Encerrada a participação do time na fase classificatória do Parazão como primeiro colocado do campeonato, com 25 pontos em dez partidas, o Paysandu “troca o chip” e só pensa, agora, em sua estreia na Série C do Brasileiro, sábado (8), às 20h30, diante do Santa Cruz-PE. A partida marca a volta do Papão ao seu habitat natural, o estádio da Curuzu, no qual a equipe atuou pela última vez há pouco mais de quatro meses, quando derrotou o Castanhal (1 a 0), pelo Estadual. Mas, além do adversário e da competição serem diferentes, o Papão também não terá, frente à Cobra Coral, a Fiel transformando o estádio em um “caldeirão”.

Se na partida contra o Japiim, pela última rodada antes da paralisação do Parazão, o público total foi de 5.778 pessoas no estádio, agora, com a prevenção à pandemia da Covid-19, as arquibancadas e cadeiras da Curuzu estarão vazias, o que é lamentado pelos jogadores bicolores. “Não dá nem para imaginar. A torcida aqui é muito calorosa e, com certeza, vai fazer muita falta”, afirmou o atacante Uilliam Barros. O volante Caíque é outro que lastima a falta de público no confronto com o visitante pernambucano. “Vai fazer falta, muita falta mesmo o calor e o apoio da torcida”, assegura o volante. “Mas a gente sabe e está consciente da nova realidade”, conforma-se Caíque. “Que nossa equipe possa ter o quanto antes a volta dos nossos torcedores ao estádio, principalmente na Curuzu, que é a casa dela e de nossa equipe”, pede o volante.

O também meio-campista Luiz Felipe afirma que a falta do torcedor na partida vai, mais uma vez, ser sentida pelo grupo bicolor. “Jogar sem a presença do torcedor é sempre muito complicado”, garante o meia. “Não sentir o calor do torcedor é sempre ruim, ainda mais numa estreia e num local como a Curuzu”, observa Luiz Felipe. Será a terceira partida do time bicolor sem o apoio da Fiel. Foi assim frente ao Paragominas e Itupiranga, valendo pelo Parazão, mas ambas disputadas no Mangueirão, onde a pressão do torcedor praticamente não acontece, bem diferente da Curuzu, onde o torcedor “funga no cangote” dos jogadores e costuma pressiona a equipe visitante.

O fato de o grupo alviazul conhecer bem o gramado da Curuzu, na opinião dos jogadores, de certa maneira serve para amenizar a falta de público, tanto que a maioria deles preferia ter feito as duas partidas passadas pelo Estadual no local. “Estou aqui no Paysandu há pouco tempo, estive em campo poucas vezes, mas teria preferido jogar aqui na Curuzu. A gente conhece bem o gramado”, diz o lateral Netinho.

E MAIS...

- A partir do próximo sábado, quando estreia na Série C do Brasileiro, recebendo a visita do Santa Cruz-PE, pela primeira rodada da competição, o Paysandu vai ter de colocar mais lenha na fornalha para que a “locomotiva” bicolor siga andando no mesmo ritmo, visto que a equipe passará a disputar duas competições paralelas - a outra é o Parazão, na qual o Papão é semifinalista. O desdobramento do grupo em duas competições, na opinião do volante Serginho, não pode ser motivo de reclamação por parte dele e dos companheiros de clube, que vinham se queixando, conforme ressalta o meio-campista, da falta de jogos.

- “Seria muita hipocrisia a gente reclamar de calendário agora, já que a gente estava reclamando para voltar a trabalhar”, salienta. “Muitos fatores precisam ser vistos e pensados. Sabemos que agora, com a equipe nas duas competições paralelamente, vamos ter poucas datas tanto para terminar o Paraense como para jogarmos a Série C. Sabemos que vamos ter um calendário apertado, bastante corrido, então temos de nos adaptarmos a isso”, ensina Serginho, lembrando que “serão jogos em cima de jogos.”

- Apesar de o Brasileiro ser a competição de maior relevância para o clube em razão de permitir o acesso à Série B, o meio-campista garante que por parte dele e dos companheiros não haverá primazia para esta ou aquela competição. “A prioridade é para vencer todas as competições que disputaremos na temporada. Todos os campeonatos serão nossa prioridade. Temos elenco para isso, com toda a certeza”, argumenta Serginho, que se firma cada vez mais como titular do Papão, parecendo não ter sentido o período de paralisação do Estadual.

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