Em 2019, 1,5 mil atletas se inscreveram para um dos maiores desafios da vida: participar da etapa do Ironman em Florianópolis (SC). Entre eles estava Pedro Walfir, paraense, professor e pesquisador da Universidade Federal do Pará e do Instituto Tecnológico Vale. E é exatamente a preparação do atleta para este megadesafio que está no livro “Meu Primeiro Ironman”, que será lançado hoje, com uma live no Instagram da comunicadora Daniela Redig, que irá conduzir o bate-papo com o autor.
A obra mostra toda a modificação da rotina de trabalho e familiar para se tornar um atleta de altíssimo nível, como exige quem se lança em participar de um Ironman. A modalidade foi proposta pela primeira vez pela Marinha dos Estados Unidos em 1978, para saber até onde ia o limite do militares, que encaravam milhares de quilômetros de natação, ciclismo e corrida sem pausa.
O Ironman acabou ultrapassando as fronteiras militares e se tornou uma meta a ser alcançada por muitos esportistas. No Brasil, há 20 anos a sede da disputa é em Florianópolis, que desafia o competidor a cumprir o percurso de natação em até 2h30, o de ciclismo em até 10h40, e 17h no total para completar toda a prova. Quem excede esse tempo está desclassificado.
O desafio já não é dos mais simples, imagine para uma pessoa “comum”, como Pedro Walfir, que é casado há 24 anos, tem três filhos e divide o trabalho entre a UFPA e o ITV. No meio dos artigos de pesquisa, a academia universitária e a família, ele encontrou, na agenda já atribulada, um tempo para a natação, as pedaladas e corridas para se preparar para a participação no Ironman. No livro, ele compartilha com o público como o esporte passou a fazer parte do cotidiano e como isso mudou a vida dele.
“Resolvi escrever este livro para relatar meu dia a dia na preparação do que seria meu maior desafio esportivo, talvez de vida, até então encarado por mim”, reforça o professor, pesquisador e, também, atleta. “Espero que essa minha caminhada inspire cada um de vocês a realizar seus sonhos, por mais difíceis e improváveis que pareçam”, incentiva.
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