
Um time embalado por uma sequência de cinco vitórias e a um empate de disputar a primeira final da temporada contra uma equipe com o desejo de voltar a jogar uma decisão estadual após 20 anos. Esse é o cenário da partida de volta da semifinal entre Clube do Remo e Castanhal, que irão se enfrentar às 20h de hoje, no estádio Mangueirão, para definir qual das duas agremiações ficará com a última vaga da grande decisão do Campeonato Paraense 2020. Diferentemente do encontro horroroso da semana passada, quando os dois times realizaram um duelo sonolento, o embate desta quinta-feira promete fortes emoções.
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Depois de uma vitória na raça no domingo passado (16), pela Série C, sobre o Ferroviário-CE, por 2 a 1, com um encerramento imponente por parte da equipe remista quanto à compactação e toque de bola sem afobação, a comissão técnica almeja focar nesse aspecto para não passar sufoco no decorrer dos 90 minutos de hoje. Assim, o técnico Mazola Júnior não deve fazer grandes modificações na escalação, com exceção da volta de Marlon na lateral esquerda e a possível entrada de Djalma e Tcharlles, depois de boa atuação de ambos.
Com a vantagem de um empate para seguir adiante no certame em direção ao tricampeonato estadual, Mazola Júnior reiterou a disposição para tornar a fazer bom resultado seguido de uma apresentação convincente. O técnico aproveitou, também, para manter os pés no chão. “Eu não sou mais aquele moleque de 2014, aquele professor empolgado. O Remo vai, com certeza, respeitando muito a equipe do Castanhal, trabalhar para isso (vencer). Volto a dizer: a equipe do Castanhal é muito boa. Acho que o Remo perdeu grande oportunidade de terminar a semifinal semana passada e fazer um placar mais elástico”, avaliou ao ter reconhecido a responsabilidade. “Mesmo com o Castanhal tendo uma equipe qualificada, o Remo tem obrigação de chegar à final”, acredita.
Pregando respeito ao time adversário, Mazola Júnior espera para a partida uma postura um pouco mais incisiva do Leão, já que o rival não deve facilitar a vida do time. “O sistema é o mesmo, até porque alguns jogadores ainda precisam de um trabalho pouco maior no campo para discutir uma titularidade. Lógico que vamos tentar subir um pouco mais a nossa marcação. A nossa defesa começa a se encontrar num momento físico, tático e técnico muito aceitável e nós vamos procurar subir um pouco mais a zona da pressão do que foi no último jogo contra o Castanhal”, disse o técnico.
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