“A bola pune”. Tal frase representa muito bem o contexto do jogo entre Clube do Remo e Imperatriz-MA, no começo desta semana (24). A punição, gerada pela ausência de uma postura mais efetiva do time azulino, que se esquivou do duelo ao dar espaço para que o acanhado adversário maranhense ocupasse o seu setor defensivo e abusasse de jogadas aéreas, culminou com o fim dos 100% do Leão na Série C e a saída da liderança do grupo.
Embora melhor em campo, um fator foi determinante para que o Leão não conquistasse a sua terceira vitória consecutiva pelo campeonato: o fraco poder de criação da equipe. Com quatro volantes no meio de campo (Gelson, Lucas Siqueira, Djalma e Júlio Rusch), o sistema acabou sobrecarregando o setor ofensivo, que contou apenas com Tcharlles na função, e Eduardo Ramos transitando entre os dois posicionamentos. O técnico Mazola Júnior reconheceu que a sua equipe ainda precisa de mais engajamento durante a transição do setor de criação ao ataque. “Acho que voltamos a errar, novamente, nas transições. Pecamos muito no primeiro tempo em construir as jogadas apenas de um lado, invertemos pouco, principalmente no último terço do campo”, classificou.
Se por um lado o time não conseguiu balançar as redes, o que o afastou da vitória, por outro, a meta remista não sofreu nenhum gol. Este foi o primeiro jogo do Remo sem tomar gols pela Série C, e o segundo seguido já que diante do Castanhal, na partida de volta pela semifinal, o goleiro Vinícius também passou ileso. “Foi mais uma partida em que o meu goleiro não pegou na bola. Não tomamos gol. No fim das contas, acaba sendo um ponto conquistado fora de casa, que é sempre difícil”, destacou.
Na bronca com o gramado do estádio Frei Epifânio D’Abadia, o treinador espera não encontrar mais gramados em situações complicadas daqui para frente, embora o Leão Azul realize os seus próximos três jogos (Vila Nova e as finais do Estadual) em Belém, no Mangueirão. “O Remo fez um jogo muito aceitável. A evolução da nossa equipe é notória e a gente espera ter, daqui para frente, gramados em condições de jogo para equipes profissionais de futebol”, pontuou.
E MAIS OPÇÕES
Para o jogo deste domingo (30), pela quarta rodada da Série C, contra o Vila Nova (GO), a comissão técnica do Clube do Remo terá à disposição alguns jogadores para ajudar o time reencontrar o caminho das vitórias. Um deles é o volante Charles, que cumpriu suspensão automática na segunda-feira (24) por ter sido expulso contra o Ferroviário-CE. O meia Douglas Packer e os atacantes Gustavo Ermel e Hélio devem fazer parte dos relacionados, já que entraram na reta final de transição. O lateral-esquerdo Marlon, barrado de última hora pelo departamento médico, é outro que pode se fazer presente devido o curto período estipulado pelo DM para recuperação de uma entorse - uma semana.
Com uma equipe mais robusta e com mais opções, os jogadores do Remo acreditam que a tendência é que a equipe se fortaleça para buscar bons resultados nos gramados. Para o volante Djalma, a equipe ainda tem qualidade para evoluir. “Nós temos um grupo forte, uma comissão forte e que vai passar tudo pra gente conquistar o nosso objetivo”, disse.
Resultado não “desceu” para os azulinos
Quando a fase é boa, até mesmo um resultado interessante fora de casa em uma competição nacional, como um empate – algo sempre festejado pela somatória de pontos -, gera um tom de frustração. Os jogadores do Clube do Remo sentiram essa sensação após o apito final na partida que encerrou em 0 a 0 contra o Imperatriz-MA, na segunda-feira (24), em duelo teoricamente sem tantas dificuldades aos azulinos, visto que os maranhenses faziam a sua estreia na competição e ainda careciam de ritmo de jogo.
O empate fez com que a equipe azulina caísse uma posição na tabela, da liderança à vice-colocação. Pelo adversário não ter oferecido perigo constante e concreto à defesa azulina, o sentimento de que o triunfo escapou por entre os dedos ainda paira entre os atletas que atuaram pelo encerramento da terceira rodada da Série C. “Dava pra gente ter ganhado o jogo”, frisou o volante Gelson.
Com exibição inspirada do goleiro Henal, que evitou dois tentos à queima-roupa, Gelson também reconheceu a boa produção do coletivo azulino no decorrer dos 90 minutos. “Fizemos uma boa partida, da maneira que vínhamos treinando. Infelizmente a bola não entrou. O time não queria jogar (rival), eles fizeram cera do começo ao fim. Mas o importante é somar pontos”, enalteceu o volante.
O próximo compromisso do Leão é no domingo (30) contra o Vila Nova (GO), no Mangueirão. De acordo com Gelson, o time precisa assimilar o resultado passado e corrigir alguns erros, especialmente no setor ofensivo. “Agora é cabeça erguida. É acreditar mais nos companheiros, melhorar no último passe e no último terço do campo”, apontou.
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