No Grupo A, Paysandu e Ferroviário-CE dividem a condição de melhor ataque até o fim da sétima rodada com onze gols. Dos 20 times da Série C do Campeonato Brasileiro apenas o Volta Redonda-RJ, do Grupo B, tem mais gols, doze. No Papão é uma marca que caracteriza muito bem a recuperação bicolor, já que desse montante de gols oito deles foram marcados nas duas últimas rodadas. É uma melhora substancial, mas essa média foi levantada por causa de apenas uma partida, a goleada de 6 a 1 sobre o Imperatriz-MA, ainda a maior goleada da competição até aqui.
No final de semana haverá a estreia do novo treinador e, de cara, o time terá o desfalque do artilheiro Nicolas, suspenso. Elielton, Matheus Fernandes, Erik Bessa ou até a entrada de mais um meia disputarão a vaga. Mas o ataque deve continuar contando com a recente boa fase de Uilliam Barros, já o segundo artilheiro do time na temporada, e a regularidade de Vinícius Leite.
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Autor de um golaço no domingo, Vinícius tem números superlativos com a camisa do Paysandu. São três gols marcados e mais seis assistências, além de mais seis pré-assistências, segundo dados do departamento de análise de desempenho bicolor. Ou seja, ele esteve envolvido diretamente em lance que resultaram em 15 gols do Papão em 2020.
De acordo com o jogador, o bom momento bicolor é uma consequência natural do trabalho que vem sendo feito desde o início da temporada, mas que tem um momento bem específico de virada na competição nacional. “O jogo com o Imperatriz foi uma virada. Sabíamos que precisávamos pontuar e fomos felizes nesses dois jogos para chegar ao G4”.
Sobre a beleza do gol marcado domingo, Vinícius reconhece que foi um dos mais bonitos que marcou com a camisa bicolor, mas prefere lembrar de como seu favorito o gol de empate no Re-Pa da última rodada da primeira fase da Terceirona do ano passado, resultado que valeu a classificação bicolor e a desclassificação remista. “Foi um gol muito bonito, mas fico mais com o gol do Re-Pa. Até porque é um jogo diferente de todos. Ontem (domingo) pensei em bater de primeira, mas estava com espaço e tempo para dominar e fui feliz no chute”.
E MAIS...
- Incluso no G4 depois de sete rodadas, o Paysandu parece ter se credenciado de vez como um dos candidatos a uma das quatro vagas para a fase seguinte da competição. Para Vinícius Leite, desde a primeira rodada o time bicolor é olhado pelos adversários como um dos times a ser batido para chegar à classificação e que, diante dos resultados recentes, os demais times passaram a ter mais atenção para ele. “Acho que desde o começo da competição o Paysandu é olhado de uma forma diferenciada. É um grande clube e com uma camisa pesada. Após essas atuações isso vai se reforçar”, disse. “Sempre confiamos no nosso potencial, mas precisávamos melhorar e isso vem desde o jogo contra o Imperatriz-MA. Mas temos muito a crescer”, completou Vinícius.
- O meia-atacante garante que a melhora do time não tem outra explicação que uma condição esperada a essa altura do campeonato. Ele lembrou da derrota em casa como um acidente de percurso diante de tudo o mais que aconteceu. “Não creio mudou alguma coisa. Nós sempre tivemos muita confiança no grupo. A maior parte dele vem do ano passado, então sempre soubemos onde podíamos ir. A partida contra a Jacuipense foi um ponto fora da curva e depois voltamos ao nosso normal”. Mesmo com os bons resultados recentes Vinícius Leite vê muito espaço para uma evolução do Paysandu até os momentos decisivos da Série C. Para ele, o elenco é tão equilibrado e qualificado que mesmo quem vem jogando não se acomoda achando ser titular absoluto. “Não vejo como ideal. O time tem uma base, mas o elenco é muito bom e com vários jogadores em condições de entrar”.
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