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Bola na rede é o que não falta no Papão

No Grupo A, Paysandu e Ferroviário-CE dividem a condição de melhor ataque até o fim da sétima rodada com onze gols. Dos 20 times da Série C do Campeonato Brasileiro apenas o Volta Redonda-RJ, do Grupo B, tem mais gols, doze. No Papão é uma marca que carac

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Imagem ilustrativa da notícia Bola na rede é o que não falta no Papão camera Ataque bicolor vem mostrando serviço na Série C, com uma melhora substancial nas duas últimas partidas. Entre os destaques está Vinicius Leite, que, além do faro de gol, ajuda os companheiros a fazer os deles | Jorge Luís Totti/Paysandu

No Grupo A, Paysandu e Ferroviário-CE dividem a condição de melhor ataque até o fim da sétima rodada com onze gols. Dos 20 times da Série C do Campeonato Brasileiro apenas o Volta Redonda-RJ, do Grupo B, tem mais gols, doze. No Papão é uma marca que caracteriza muito bem a recuperação bicolor, já que desse montante de gols oito deles foram marcados nas duas últimas rodadas. É uma melhora substancial, mas essa média foi levantada por causa de apenas uma partida, a goleada de 6 a 1 sobre o Imperatriz-MA, ainda a maior goleada da competição até aqui.

No final de semana haverá a estreia do novo treinador e, de cara, o time terá o desfalque do artilheiro Nicolas, suspenso. Elielton, Matheus Fernandes, Erik Bessa ou até a entrada de mais um meia disputarão a vaga. Mas o ataque deve continuar contando com a recente boa fase de Uilliam Barros, já o segundo artilheiro do time na temporada, e a regularidade de Vinícius Leite.

Autor de um golaço no domingo, Vinícius tem números superlativos com a camisa do Paysandu. São três gols marcados e mais seis assistências, além de mais seis pré-assistências, segundo dados do departamento de análise de desempenho bicolor. Ou seja, ele esteve envolvido diretamente em lance que resultaram em 15 gols do Papão em 2020.

De acordo com o jogador, o bom momento bicolor é uma consequência natural do trabalho que vem sendo feito desde o início da temporada, mas que tem um momento bem específico de virada na competição nacional. “O jogo com o Imperatriz foi uma virada. Sabíamos que precisávamos pontuar e fomos felizes nesses dois jogos para chegar ao G4”.

Sobre a beleza do gol marcado domingo, Vinícius reconhece que foi um dos mais bonitos que marcou com a camisa bicolor, mas prefere lembrar de como seu favorito o gol de empate no Re-Pa da última rodada da primeira fase da Terceirona do ano passado, resultado que valeu a classificação bicolor e a desclassificação remista. “Foi um gol muito bonito, mas fico mais com o gol do Re-Pa. Até porque é um jogo diferente de todos. Ontem (domingo) pensei em bater de primeira, mas estava com espaço e tempo para dominar e fui feliz no chute”.

E MAIS...

- Incluso no G4 depois de sete rodadas, o Paysandu parece ter se credenciado de vez como um dos candidatos a uma das quatro vagas para a fase seguinte da competição. Para Vinícius Leite, desde a primeira rodada o time bicolor é olhado pelos adversários como um dos times a ser batido para chegar à classificação e que, diante dos resultados recentes, os demais times passaram a ter mais atenção para ele. “Acho que desde o começo da competição o Paysandu é olhado de uma forma diferenciada. É um grande clube e com uma camisa pesada. Após essas atuações isso vai se reforçar”, disse. “Sempre confiamos no nosso potencial, mas precisávamos melhorar e isso vem desde o jogo contra o Imperatriz-MA. Mas temos muito a crescer”, completou Vinícius.

- O meia-atacante garante que a melhora do time não tem outra explicação que uma condição esperada a essa altura do campeonato. Ele lembrou da derrota em casa como um acidente de percurso diante de tudo o mais que aconteceu. “Não creio mudou alguma coisa. Nós sempre tivemos muita confiança no grupo. A maior parte dele vem do ano passado, então sempre soubemos onde podíamos ir. A partida contra a Jacuipense foi um ponto fora da curva e depois voltamos ao nosso normal”. Mesmo com os bons resultados recentes Vinícius Leite vê muito espaço para uma evolução do Paysandu até os momentos decisivos da Série C. Para ele, o elenco é tão equilibrado e qualificado que mesmo quem vem jogando não se acomoda achando ser titular absoluto. “Não vejo como ideal. O time tem uma base, mas o elenco é muito bom e com vários jogadores em condições de entrar”.

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