Faltando dois dias para o primeiro Re-Pa da segunda fase da Série C do Brasileiro, o Paysandu ainda corre contra o tempo para recuperar os volantes Uchôa e PH, que vêm lesionados desde a semana passada. O primeiro chegou a entrar em campo diante do Ypiranga-RS, mas sentiu dores musculares ainda no início do jogo.
Se há a preocupação pelos atletas lesionados, há também, dentro da comissão técnica, a certeza de que quem entrar, se tiver que entrar, está pronto. É o que garante, por exemplo, o volante Serginho, cotadíssimo para ser titular neste fim de semana. “A gente está preparado, independente da escolha que o professor Brigatti venha a fazer. Mas a gente sabe que ele tem opções”, diz.
- Eduardo Ramos ainda é dúvida no clássico de domingo
- Após acesso, Tuna e Gavião só pensam em levantar a taça da Segundinha
A expectativa pela recuperação de Uchôa não é em vão, já que se trata de um dos jogadores mais regulares da equipe bicolor. Existe também as diferenças de características de cada um, mas isso é relativizado por Serginho ao comentar a forma como cada um atua. “O Uchôa é um jogador que faz mais o primeiro volante e eu jogo mais como um segundo homem de meio de campo, um camisa oito. Acredito que o que a gente possa ter parecido é a qualidade no passe, mas não acredito que tenha muita semelhança na minha maneira e na do Uchôa de atuar”.
Serginho acumula 23 jogos com a camisa bicolor esse ano. Como a maior parte do grupo vem desde o ano passado e quase todos os contratados em 2019 estão na Curuzu desde o início da temporada, o volante garante que entrosamento não falta entre os jogadores de meio de campo. “Estamos em dezembro já, então se eu chegasse aqui hoje e falasse que estamos buscando o entrosamento, estaria alguma coisa errada. Todos os jogadores (do meio de campo) tiveram oportunidade, em algum momento jogaram e ajudaram, e acredito que seja qual for a escolha do professor Brigatti, será qualificada e não está chegando aqui à toa. Temos um elenco qualificado e esse conjunto chega forte para o final da temporada”, finalizou Serginho.
Paysandu e Clube do Remo se enfrentam domingo, às 18h, no Mangueirão, em jogo válido pela segunda rodada do Grupo D da Terceirona.
Na ponta dos cascos, Papão exala confiança
“A gente está pronto para o Re-Pa, assim como estamos prontos para qualquer jogo que venha ter nesta fase”. A frase do volante Serginho não é necessariamente uma bravata. Segundo ele, é uma constatação. Passados tantos dissabores nesse ano, com pandemia, paralisação do futebol e calendário apertado, o Paysandu chega a um momento de lapidação. O trabalho pesado já foi feito, o entrosamento foi conquistado e o elenco assimilou bem o que o treinador quer. Não é uma garantia de vitória, mas sim de que o time não vai estar despreparado ao encarar qualquer adversário.
- Deiveson Figueiredo desembarca em Belém após ter mantido o cinturão do UFC
- Paraenses estão confirmados no último UFC do ano
“O trabalho vem dando certo e nós ganhamos confiança com ele, com os bons resultados. Isso faz com que a gente tenha confiança para jogar, arriscar. Ganhamos um embalo que tem nos ajudado muito”, diz o volante. “Acredito que para jogar no Paysandu, tem que ser jogador cascudo, acostumado com a pressão. Depois da parada por conta da pandemia, todos os jogos viraram decisões. Isso acabou criando uma casca e dando uma força maior ao elenco, que conseguiu crescer na hora certa e vem dando continuidade na fase final da Série C”, completou Serginho.
O meio-campista não concorda que haja alguma pressão sobre o maior rival porque o Papão saiu na frente ao vencer na estreia. Ele salienta não só as características que rondam o clássico, mas defende também que o empate azulino fora de casa na estreia não foi um resultado ruim, em especial pela qualidade do adversário. “O Londrina-PR é uma equipe que dificilmente perde dentro de casa. Então acredito que a importância deste jogo é igual para os dois lados e a gente vai buscar a vitória”.
Serginho lembra da paixão da torcida, da rivalidade, de todo o Estado olhando para o jogo, várias coisas que fazem com que a preparação para a partida seja diferente. Isso sem falar da luta pelo acesso. “Cada ponto que somarmos nos deixa mais próximos do acesso, então é isso que vamos buscar. Se fizermos seis pontos em dois jogos ficaremos numa situação muito boa para mais uma partida em casa”.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar