Bem diferente do Re-Pa passado, supostamente um jogo de compadres, com as equipes já classificadas antecipadamente, o clássico de hoje, às 18h, no Mangueirão, tem atmosfera quase que de decisão para ambos os lados. O triunfo deixará a equipe vencedora em situação no mínimo confortável para seguir sonhando com a classificação à final da Série C do Brasileiro, o que já garante vaga na Série B de 2021. Como em todo clássico entre azulinos e bicolores não há favorito, mas, desta feita, o Papão aparece mais cotado na bolsa de aposta do torcedor.
A confiança maior do simpatizante bicolor se deve ao fato de o time ter vencido o Ypiranga-RS, em casa, em sua estreia nesta etapa da competição. O resultado colocou o Papão na liderança do Grupo D, posição que será mantida pela equipe, caso volte a triunfar. A soma de mais três pontos, além de manter o time listrado na ponta da classificação, aumentará as chances de avanço à fase seguinte da Terceirona. Hoje, de acordo com o site Chance de Gol, especialista em projeção matemática do futebol, o Papão, do técnico João Brigatti, reúne 56.1% de possibilidades de avançar na disputa.
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- Os números, revelam o Chance de Gol, conspiram favoravelmente ao Paysandu, que é o segundo clube entre os oito restantes do campeonato, com mais possibilidade de ascender à Série B de 2021. Os bicolores, segundo o site, têm 82.1% de probabilidade de mudar de divisão. O clube com maiores chances, hoje, é o Ituano-SP, com 88.5% de classificação. Para aumentar ainda mais a empolgação por parte da Fiel, a equipe há nove jogos não sabe o que é perder, sete deles ao comando de Brigatti.
A máxima de que clássico é clássico, o que significa que nesse tipo de jogo não há favorito, é uma espécie de mantra entre os azulinos. Para eles, o fato de o time não ter somado os sonhados três pontos em sua estreia na penúltima fase do campeonato não representa nada em termos de projeção para o Re-Pa. “Contra o Londrina-PR a bola não entrou, mas fizemos um grande jogo”, argumenta o atacante Tcharlles, que até chegou a balançar a rede no jogo, mas o gol acabou sendo anulado sob a alegação de impedimento.
Com apenas um ponto, o Leão é o terceiro colocado do Grupo D, reunindo 20.2% de possibilidades de ir à final do campeonato e 51.4% de estar na Série B do ano que vem. Os azulinos, porém, preferem deixar esses números em segundo plano, focando as atenções apenas nos 90 minutos do Re-Pa, que poderá levar o time à primeira colocação da chave e, assim, aproximá-lo mais do acesso à Segundona, projeto maior do clube.
Cabeça boa para o azul-marinho prevalecer
São remotas as possibilidades de o técnico Paulo Bonamigo utilizar o meia-atacante Eduardo Ramos nos 90 minutos do Re-Pa. O máximo que o treinador poderá fazer é levar o jogador no banco de reservas como opção para parte do clássico, conforme sinalizou na última quinta-feira. Ramos há quatro dias está na fase de transição, após se recuperar de uma lesão na coxa direita. O fato de o apoiador não ter participado dos treinos com bola do elenco deve estar sendo levado em conta por Bonamigo. Sem o ídolo da torcida azulina, o comandante do Leão deverá optar pela mesma formação que empatou - 0 a 0 - com o Londrina-PR.

Ao longo da semana de preparação de sua equipe, Bonamigo procurou fazer os ajustes necessários no grupo, corrigindo falhas detectadas por ele no jogo de estreia na segunda fase da Série C do Brasileiro. Ao longo desse tempo, o treinador deu prioridade aos trabalhos específicos com cada um dos setores do time - defesa, meio de campo e ataque. Mas a preparação remista não ficou restrita apenas à preparação física e com bola. Bonamigo procurou conversar bastante com o grupo de jogadores, pois como lembrou em sua última coletiva “a parte mental tem uma força muito grande neste momento”.
Com relação a formação que tem na cabeça e que deverá mandar a campo hoje, o técnico procurou evitar maiores comentários, deixando no ar a possibilidade de fazer algum tipo de mudança, o que, em princípio, parece pouco provável. As apostas são de que ele vá mesmo manter a composição do grupo que atuou na cidade de Londrina, deixando para fazer mudanças, caso julgue necessárias, no decorrer do clássico, que poderá colocar o Leão na liderança do Grupo D da Terceira Divisão do Brasileiro.
Mais uma vitória para ficar tudo alviceleste
Dono da melhor campanha do último terço da primeira fase da Série C, o Paysandu começou com o pé direito a segunda fase ao vencer em casa o Ypiranga-RS. O time bicolor lidera o Grupo D, mas os jogadores são os primeiros a afirmarem que é preciso ter cautela, que a fase está só no começo e hoje um clássico tem o poder de levar o vencedor às alturas e o perdedor à desconfiança. “Os três pontos foram importantes, mas foi só o primeiro jogo. Clássico sempre é clássico, em qualquer etapa. Vamos já pensar totalmente na segunda rodada e buscar os três pontos em todos os jogos”, confirma o meia Juninho.

O volante Serginho garante que não há favoritismo para o jogo de hoje, assim como não há leveza por parte bicolor por ter vencido ou pressão sobre os azulinos pelo empate na estreia. “Em clássico a pressão está em cima das duas equipes. Os dois precisam ganhar, os dois precisam vencer. A gente não conquistou nada, apenas uma vitória”, diz.
Com as possíveis ausências dos volantes Uchôa e PH, Serginho deve ser mantido na equipe de cima. A ser confirmada, essa deve ser a única mudança em relação ao jogo da semana passada, sendo que Serginho entrou em campo ainda no início da partida por causa da lesão do companheiro. O cabeça de área sabe que mais três pontos hoje deixarão o Papão em uma situação muito confortável dentro do grupo. “Se fizermos seis pontos em dois jogos ficaremos numa situação muito boa para mais uma partida em casa. Sabemos que o clássico envolve muita coisa, a paixão da torcida, a rivalidade. Nós vamos buscar seis pontos em dois jogos, o que seria importante”.
O que os bicolores também têm certeza é que o clássico de hoje deve ser bem diferente do 0 a 0 da rodada final da primeira fase, com os dois times já classificados e que passaram 90 minutos tocando para os lados, sem vontade de atacar. “Foi um jogo muito apático, tanto do nosso lado quanto também do nosso adversário. Agora é totalmente diferente, é quadrangular. Esperamos fazer o nosso objetivo, que é a vitória”, confirma o lateral-direito Tony.
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