Chegou o Natal e o Paysandu chega ao fim do ano com mais motivos para ser lembrado pelo Papai Noel do que ficar a ver navios. O principal presente que os bicolores querem desembrulhar é uma das quatro vagas para a Série B do ano que vem. O time está no páreo e, assim como o maior rival, numa situação boa para tentar passar pelos concorrentes. Confira a seguir a lista do Bom Velhinho para saber se o time foi um bom ou mau menino neste ano. Até o momento, apesar de alguns probleminhas, a balança pende favoravelmente para o Papão da Curuzu.
FAZENDO DIFERENTE
Uma reclamação antiga em todos os anos no futebol brasileiro é a política de “terra arrasada” na transição de um ano para o outro. O Paysandu subverteu a própria história recente ao manter mais de 80% do grupo que esteve em ação em 2019, a despeito do final traumático do ano passado. Não se sabe se o time vai chegar ao seu principal objetivo que é o acesso, mas a medida se mostrou acertada. É de se esperar que boa parte do elenco seja mantida também para o próximo ano. Alguns jogadores já garantiram a renovação, entre eles o artilheiro Nicolas, que firmou contrato até o fim de 2022.
DANÇA DAS CADEIRAS
Além de um comandante interino, o Paysandu teve duas trocas de treinadores em 2020. É o tipo da receita para o fracasso, embora isso não tenha acontecido. Mas é sintomático de falta de organização, em especial porque os três profissionais têm características distintas, o que denota a ausência de um pensamento uno do que deve ser o futebol bicolor. Vindo do ano passado, Hélio dos Anjos pediu demissão dia 15 de setembro, depois de desentendimentos com membros da diretoria. Matheus Costa ficou um mês no cargo até aceitar o convite do Operário-PR. João Brigatti assumiu dia 26 de outubro e vem no comando desde então. Nesse meio tempo, Leandro Niehues assumiu o time interinamente em duas oportunidades.
ARRANCADA
Quem achava que a chegada de João Brigatti seria mais para dar uma segurança contra o fantasma do rebaixamento e já planejar 2021, não contava com a arrancada final do Paysandu na primeira fase da Série C. No terço final da fase inicial o Papão foi o melhor time de todos, em especial com uma força na defesa que alavancou o ataque. Isso fez o time bicolor chegar embalado para a segunda fase, sendo apontado junto com o maior rival como um dos dois favoritos a chegar ao acesso dentro do Grupo D, o quadrangular decisivo da Terceirona.
BRONCAS NA JUSTIÇA
Um fantasma que há tempos não dava as caras na Curuzu voltou a assombrar a casa bicolor: os problemas na Justiça Trabalhista. É uma situação que não depende apenas da administração do clube, mas o grupo que comanda o Paysandu há alguns anos teve o grande mérito de reduzir a quase zero as reclamações. Em comparação com eras anteriores, ainda é um montante pequeno em quantidade, mas algumas ações vieram com cobranças de valores vultosos. Será um dos principais desafios da nova administração que toma posse agora em janeiro.
SOBERANIA ESTADUAL
O campeonato estadual não tem o mesmo peso do acesso para a Série B, mas para o Paysandu era obrigação evitar o primeiro tricampeonato do rival no século XXI. O objetivo foi alcançado e, com exceção de um susto na semifinal com o Paragominas, o Papão sobrou na competição. As dificuldades nos clássicos nessa reta final da Terceirona estão sendo bem diferentes do que foi no Parazão. O Papão foi bem melhor que o tradicional adversário nos encontros do começo do ano, chegando a ostentar uma invencibilidade de dez jogos, parte desses jogos vindos ainda de 2019.
PREPARAÇÃO PARA “FINAIS” CONTRA O LONDRINA
- A preparação para encarar o Londrina-PR neste sábado tem sido permeada com algumas palavras de ordem. O jogo será válido pela terceira rodada do quadrangular decisivo da Série C e será o primeiro dos dois confrontos entre as duas equipes. Quem se der melhor nessas duas partidas ficará em situação vantajosa para buscar o acesso. O Tubarão é segundo colocado no Grupo D com quatro pontos, um a mais que o Papão. Depois desse encontro de sábado, os dois alviazuis se enfrentarão em Londrina (PR) já no ano que vem, dia 4 de janeiro, uma segunda-feira.
- Por isso esses dois jogos são encarados dentro da Curuzu como as verdadeiras decisões do grupo, em especial porque o Remo tem uma grande chance também em casa de vencer o Ypiranga-RS todo desfalcado, podendo ir a sete pontos e deixando o Canarinho virtualmente sem chances de chegar ao acesso. Debu confirmou que o Paysandu olha esses jogos como se fossem uma final de campeonato. “Nosso objetivo é conquistar pontos nesses dois jogos. O professor comentou que esses dois jogos serão um mata-mata para a gente e temos que iniciar bem”.
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