Em âmbito profissional, o ano de 2020 para o lutador paraense Deiveson Figueiredo, de 33 anos, sem sombra de dúvida, foi, e sempre será, inesquecível. Único brasileiro no plantel de lutadores do UFC, maior evento de MMA do mundo, a ostentar um cinturão de campeão entre os masculinos, o atleta marajoara, natural de Soure, faturou o título na categoria peso-mosca (até 56,7 kg) em julho para despontar na cena mundial.
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Com vitórias espetaculares e tempo recorde em defesa de cinturão, com 21 dias de uma luta para outra, Deiveson presentou a todos os fãs de combate com uma guerra no octógono na sua mais recente aparição, em uma espécie de reverência a sua alcunha de ‘Deus da Guerra’ no mundo das artes marciais, ao empatar com o mexicano Brando Moreno, no último dia 12 de dezembro, na sua segunda defesa de cinturão e manter o título no Pará.
Pela excelência em cada round, com direito a performances dominantes na luta em pé e no solo, Deiveson viu o seu nome ascender meteoricamente na organização, ao subir no ranking mundial peso-por-peso, elaborado por jornalistas e personalidades influentes. Hoje, o paraense aparece na nona colocação, atrás apenas de figuras ilustres do esporte, como é o caso do russo Khabib Nurmagomedov e do americano Jon Jones. Deiveson ainda foi eleito o brasileiro do ano pela equipe de analistas do Ultimate.

No auge da carreira, Figueiredo planeja manter-se no topo por muito tempo e buscar um resultado mais interessante do que o da sua última luta, em revanche contra Moreno, que tem se alinhado para meados de 2021. Com um cartel imponente de 20 vitórias, um empate e somente uma derrota, o paraense segue invicto há seis lutas e, dessa maneira, sem falsa modéstia, o atleta ponderou que está em um momento diferente dos principais concorrentes da sua divisão. “Em todos os rounds eu me sinto um campeão. Dei um espetáculo para o público, que já está acostumado. Quando a galera ficar sabendo que o Figueiredo for entrar, pode ter certeza que vai ser esse espetáculo, vou deixar o meu sangue, vocês vão gostar e vão aplaudir”, destacou.
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No aguardo da definição das datas do evento em que fará o seu segundo duelo contra Moreno e, consequentemente, a sua terceira defesa de cinturão, Deiveson ponderou que estará mais do que pronto para voltar a dar show e sair, dessa vez, com as papeletas favoráveis a um novo triunfo seu. “Dana (White, presidente do UFC), estou à disposição, pode fazer a revanche. Dessa vez eu vou fazer o ‘camp’ certinho para neutralizar o jogo dele. Agora deixa eu respirar um pouquinho, porque a máquina precisa”, brinca o lutador.
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