Rony pode terminar o dia de hoje (30) com o título da Copa Libertadores e o anel de melhor jogador da competição. Um dos quatro finalistas ao prêmio de craque do torneio e peça importante no Palmeiras, o atacante busca a consagração às 17h, na final contra o Santos, no Maracanã.
Contratado por quase R$ 30 milhões do Athletico-PR, Rony ficou primeiro marcado por um início difícil no Palmeiras e a desgastante sequência de 21 partidas sem marcar.
Remo tem hoje pela frente uma missão difícil, mas não impossível
Até que conquistou protagonismo na Libertadores, da qual é o jogador com mais participações em gols (12) na atual edição. Agora, quando o atacante olha para trás, tudo isso pode ser relativizado. Sua trajetória até se tornar jogador profissional foi muito mais custosa.
Nascido em Magalhães Barata, cidade com pouco mais de 8 mil habitantes no Pará, o atacante até passou fome em uma infância complicada.
PARÁ
Outro jogador papa-chibé também erguer a taça neste sábado. Este pela segunda vez na carreira. Marcos Rogério Ricci Lopes, é um daqueles jogadores que todo técnico gosta de ter no elenco. Joga em várias posições, pouco se lesiona e ainda comanda a resenha no vestiário. Talvez você não o conheça pelo nome, mas certamente pelo apelido.
Trata-se do lateral Pará, que foi revelado pelo Santo André e passou por Grêmio e Flamengo.
Dono de títulos importantes na carreira, como a Copa do Brasil de 2004, com o clube do ABC paulista, e a Libertadores de 2011 (entre outras taças), pelo Santos, ele está em busca de ser campeão da América novamente. Um sonho impensável para quem foi um dia garoto que nasceu na cidade de São João do Araguaia, no Pará, a 725km de Belém.
Passando fome na cidade grande
"Eu trabalhava como servente de pedreiro do meu pai lá no Pará. Batia laje, subia telha pra lá, telha pra cá... Era pesado o serviço, foi sofrido (risos)", recorda.
Passando fome na cidade grande
Até realizar o sonho de jogar no time do coração, Pará passou por muitas dificuldades.
Antes de ser um "operário da bola", foi operário de verdade na construção.
"Eu trabalhava como servente de pedreiro do meu pai lá no Pará. Batia laje, subia telha pra lá, telha pra cá... Era pesado o serviço, foi sofrido (risos)", recorda.
"Eu fiquei numa pensão que custava R$ 56 por semana, mas não tinha nem como pagar isso. Não tinha nada pra comer, e passei muita necessidade nesses tempos. Passei fome.
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