Depois de perder Cacaio, que se transferiu para o Castanhal, onde foi apresentado ontem à tarde, o Bragantino decidiu apostar numa solução caseira para substituir o seu ex-treinador, que estava no clube desde o ano passado. O auxiliar-técnico Glauco Luiz assumiu o comando do elenco, podendo ficar, de acordo com o presidente Cláudio Wagner, até o final do Parazão. “A permanência dele no cargo vai depender dos resultados que o time obtiver no campeonato”, explicou o dirigente, informando, em seguida, que a saída de Cacaio teve como objetivo aliviar a folha de pagamento do clube.
“Não estamos tendo renda com os jogos sem público. A despesa é muito alta. Não dá para segurar uma folha de R$ 100 mil sem ter de onde tirar dinheiro para pagá-la”, argumentou o presidente. Wagner contou, ainda, que teve uma conversa com Hélio Júnior, presidente do Castanhal, antes de concluir a liberação de Cacaio. “No Castanhal, o Cacaio, que é um excelente profissional, vai ter um calendário cheio, já que além do Estadual, o novo clube dele vai disputar a Série D do Brasileiro. Infelizmente o Bragantino só tem o Parazão”, comentou Wagner.
Glauco está no Braga desde 2018, tendo, inicialmente, atuado como preparador físico, passando, depois, à condição de auxiliar-técnico, trabalhando com Robson Melo, hoje treinador da Tuna Luso, e, posteriormente, com Cacaio. O novo treinador do Tubarão tem 34 anos, sendo o segundo técnico mais jovem do Estadual - o primeiro é Matheus Lima, do Tapajós, que tem 32 anos. Glauco é formado em Educação Física e além de atuar no condicionamento físico do time de Bragança e auxiliar dos últimos treinadores que passaram pela agremiação, também é conselheiro do Tubarão do Caeté.
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