Diante do Bragantino, na quarta-feira passada, o Paysandu voltou a ter uma equipe com alterações consideráveis. As novidades foram as entradas do volante Ratinho e dos atacantes Marlon e Robinho. Essas trocas não são raras na filosofia de trabalho do técnico Itamar Schülle, que também pelo pouco tempo inicial para trabalhar o elenco resolveu utilizar as partidas para que todos tivessem tempo de atuar, alguns mais, outros menos.
O resultado prático disso é que do atual elenco somente os goleiros que subiram da base há pouco é que não tiveram oportunidade, algo comum para a posição. Após a vitória sobre o Tubarão do Caeté e a classificação para a semifinal do Parazão, o treinador bicolor comentou sobre as mudanças, garantindo que faz parte de um trabalho planejado e baseado, principalmente, no desempenho dos atletas no dia a dia de treinamentos.
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“Temos usado várias peças do elenco. Um elenco não se monta com onze jogadores, mas sim com um grupo de atletas”, disse. “Todos têm que ser valorizados, e mesmo que alguns não acreditem, eu sempre acredito nos atletas e eles sabem o quanto eu cobro e incentivo cada um”, completou Schülle.
A atuação na partida de volta das quartas de final foi salientada pelo técnico como uma amostra de como essas mudanças podem surtir o efeito esperado, lembrando o domínio que o Paysandu teve diante do Bragantino, a despeito do placar mínimo. “Fiz algumas mudanças pensando em ter uma equipe mais rápida, que fosse mais veloz. A gente procurou ter uma equipe mais rápida, o que dificulta uma marcação individual. Foi o que buscamos e conseguimos fazer. Criamos bastante situações e as trocas foram feitas para isso. Os que entraram foram muito bem e ajudaram o Paysandu a conquistar a vitória e a classificação”.
Um dos titulares no meio de semana, Marlon voltou a iniciar uma partida depois de várias rodadas como reserva. Ele reconhece que não teve um começo de temporada como gostaria, mas procurou manter o nível dos treinos diários em busca de corresponder quando a oportunidade voltasse a aparecer. “Venho trabalhando forte como sempre fiz desde que cheguei. Realmente não tive um começo que queria, não foi tão bom, mas nunca desanimei ou mudei a forma de trabalhar”.
E MAIS...
- Na abertura do Parazão, o atual campeão, o Paysandu, recebeu o Castanhal, na Curuzu. Na manhã do dia 28 de fevereiro, os dois times ficaram no empate em 1 a 1 e sofreram com o calor, ainda mais para a equipe bicolor, que mal tinha iniciado a fase de preparação para a competição. De lá para cá, as duas equipes mudaram sobremaneira. O Papão ganhou reforços e hoje ostenta uma invencibilidade de seis jogos, com cinco vitórias e um empate e nenhum gol sofrido nesse período. O Japiim teve altos e baixos, teve a troca de comando com a saída de Artur Oliveira e chegada de Cacaio, e a classificação na rodada final. “Esperamos mais dificuldades. Já enfrentamos o Castanhal e sabemos que é um time muito forte. Da primeira rodada até aqui, muita coisa mudou aqui e lá, também”, confirmou o atacante Marlon.
- As duas equipes voltam a se encontrar em uma partida decisiva que, para os torcedores, remete imediatamente há 21 anos, quando Paysandu e Castanhal se encontraram na decisão do Parazão, com o Papão ficando com o título. A decisão foi em três jogos e o time bicolor jogava pela soma igual dos resultados. Depois de um empate e uma vitória do Paysandu, o Castanhal venceu pelo mesmo placar na partida final, insuficiente para ficar com a taça. No confronto que é realizado há 67 anos, Paysandu e Castanhal já se enfrentaram em 65 oportunidades. São 41 vitórias do time bicolor, onze do aurinegro e 13 empates. O Papão marcou 134 gols no duelo e o Castanhal 64.
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