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DIA DE DECISÃO!

Campeonato Paraense: Paysandu e Tuna fazem duelo final

Únicos bicampeões brasileiros da região Norte, bicolores e tunantes entram em campo para o último duelo da competição estadual em 2021. A vantagem é cruzmaltina, mas o Papão não desiste do título.

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Imagem ilustrativa da notícia Campeonato Paraense: Paysandu e Tuna fazem duelo final camera Faz tempo que Nicolas não balança as redes, já Paulo Rangel tem a artilharia da competição, com 7 gols | Divulgação Paysandu / Divulgação Tuna

Uma decisão do Parazão como há muito não se via entre Paysandu e Tuna Luso volta a acontecer hoje, a partir das 17h, na Curuzu. A última vez em que as equipes se enfrentaram em uma final no estádio bicolor foi em 1970, portanto há pouco mais de meio século. Àquela altura, a Lusa entrou em campo com a vantagem de ter vencido o jogo de ida - 3 a 1 -, disputado no Souza. Na partida de volta, um novo triunfo alviverde: 1 a 0, gol de Gonzaga, com os alviverdes levantando o “caneco” da temporada. Este ano, o cenário é mais ou menos parecido com o registrado 51 anos atrás, com nova vantagem para os tunantes.

Com a vitória por 4 a 2 nos primeiros 90 minutos da decisão, a Águia Guerreira colocou parcialmente as garras no troféu Estrela do Norte, destinado ao campeão estadual. Para alçar voo levando no bico, da casa do adversário, a taça, a ave de rapina, que veste verde e branco, joga por três resultados: vitória, empate e até mesmo uma derrota, desde que não seja por diferença superior a um gol. Triunfo do Papão com vantagem de dois tentos levará a disputa do título às cobranças de tiros livres da marca do pênalti. Vitória bicolor com diferença de três gols deixará o troféu nas mãos dos donos da casa.

A Lusa chega à decisão com a melhor artilharia do campeonato. Em 13 partidas, a equipe do técnico Robson Melo marcou 29 gols, uma média de 2,23 tentos por partida. O interessante é que dos onze atletas do time alviverde que devem começar a final, apenas o goleiro Gabriel Bubniack e os volantes Wellington Pará e Arthur não balançaram a rede dos adversários. Um retrato do poder ofensivo da equipe, indiferente aos seus três compartimentos: defesa, meio de campo e ataque.

O Papão, por sua vez, é obrigado a fazer o que ainda não conseguiu em 15 jogos da temporada (dois pela Copa do Brasil), que é vencer com diferença de três gols. Os bicolores até derrotaram o mesmo adversário pelo placar de 2 a 0, vantagem que se repetida levará a decisão para os pênaltis. Mais do que em jogos anteriores na competição, o ataque alviazul, que é o terceiro do campeonato - 16 gols -, precisará ser mortal, do contrário será desbancado em seus próprios domínios por um adversário que há 32 anos não é campeão – a última vez foi em 1988.

Um duelo à parte será travado pelos atacantes Paulo Rangel, da Lusa, e Nicolas, do Paysandu, que tentam desbancar Cris Maranhense, autor de oito gols pelo Bragantino, da ponta da tabela de goleadores da competição. Enquanto Rangel vem marcando a cada partida, o ídolo da Fiel convive com um jejum de nove partidas sem sacudir a rede dos adversários.

O cenário é esse. Que vença o melhor no último capítulo do Parazão 2021.

Em time que está ganhando não se mexe

Se antes o técnico Robson Melo procurou fazer de tudo para evitar mudanças entre os titulares, dando com isso um padrão de jogo à equipe, agora, na decisão do Parazão, é que ele não deve mesmo alterar a formação do grupo para enfrentar o Paysandu. Em todas as entrevistas concedidas pelo treinador na semana de preparação, ele evitou tocar no assunto da escalação. E nem precisava mesmo. Quem vem acompanhando a trajetória alviverde no Estadual sabe, desde o final da primeira partida da decisão, que Melo deve mudar apenas uma peça: Kauê dá vez a Wellington Pará, no meio de campo.

Pará é titular da equipe, tendo participado de dez partidas da Lusa no Parazão. Mas, no jogo de ida, contra o Paysandu, ele não pôde atuar em razão do terceiro cartão amarelo. Livre da punição, o volante deve voltar a ocupar a posição de segundo volante da equipe. “Como qualquer outro jogador, espero estar presente na grande final”, diz Pará, dando a impressão de que não foi comunicado durante a semana pelo treinador sobre o retorno ao time. Contudo, no que depender do comportamento do técnico desde o ano passado, o jogador já pode se considerar participante do jogo final do Estadual.

Se o meio de campo tunante deve ter ao menos uma mudança, os demais compartimentos do time - defesa e ataque - devem ser os mesmos do jogo de ida, no Souza. E nem haveria razão para alteração, já que na parte defensiva o time tem jogado para o gasto, sofrendo 16 gols em 13 jogos, mas, em contrapartida, fazendo dez dos 29 gols da equipe no campeonato, com o lateral-direito Léo Rosa sendo o destaque, com cinco gols. No ataque, céu de brigadeiro. O setor tem o vice-artilheiro da competição, Paulo Rangel, com sete gols, enquanto Neto e Fabinho, que formam a trinca ofensiva, somam dois gols, cada um.

É para entrar com postura vencedora

Durante a temporada haviam poucas certezas no Paysandu e uma delas é que o time mudava de uma partida para outra. Com raras exceções, o então técnico bicolor Itamar Schülle promovia alterações em todas as rodadas. Com isso, poucos jogadores podem ser apontados como titulares do Paysandu. Mesmo com a interinidade de Wilton Bezerra à frente do time, não deve ser muito diferente para logo mais, com algumas caras novas.

O zagueiro Denilson é uma figura praticamente certa contra a Tuna. Titular da cabeça de área na maior parte do Campeonato Paraense, ele ficou de fora do primeiro jogo ao cumprir suspensão automática por conta de um cartão vermelho recebido na semifinal contra o Castanhal. A defesa possivelmente se manterá a mesma, mas no meio e no ataque as trocas devem ser repetidas.

Nomes como os de Jhonnatan, Ruy, Igor Goularte, Gabriel Barbosa, entre outros, correm por fora por um lugar ao sol. Wilton Bezerra tem praticamente todo o elenco à disposição para escolher os onze que considerar melhor nesta tarde de domingo. A exceção é o meia João Paulo, ainda em recuperação de uma lesão muscular.

O que é certo entre os bicolores é que, a despeito das mudanças de peças, o que tem que ser alterado drasticamente é a postura dentro de campo. “Não podemos repetir os mesmos erros e temos que atacar do começo ao fim. Chegamos à final por méritos e podemos ser campeões. A motivação já existe por ser uma final e por defendermos o Paysandu. Estamos confiantes em buscar esse título”, afirma Denilson.

Para o atacante Igor Goularte, o foco tem que ser total do primeiro ao último minuto. “Em uma final não podemos entrar do jeito que entramos. No próximo jogo, vai ser diferente. A concentração vai estar no nível lá em cima”. O também atacante Gabriel Barbosa, todos na Curuzu estão confiantes em poder tirar a vantagem da Lusa e buscar o bicampeonato para o Paysandu. “Todos aqui estão bem confiantes. Temos qualidade e terminamos o primeiro jogo pressionando. Tem que ser assim”.

AS CAMPANHAS

PAYSANDU

- 13 jogos

- 7 vitórias

- 4 empates

- 2 derrotas

- 16 gols marcados

- 11 gols sofridos

- Aproveitamento de 64,1%.

- Artilheiros: Nicolas (5), Denilson (3) e Gabriel Barbosa (2)

TUNA

- 13 jogos

- 5 vitórias

- 5 empates

- 3 derrotas

- 29 gols marcados

- 18 gols sofridos

- Aproveitamento de 51,2%

- Artilheiros: Paulo Rangel (7), Léo Rosa (5) e Pedrinho e Lukinha (3)

Campeonato Paraense: Paysandu e Tuna fazem duelo final
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