Treinada pelo Yuri Marajó, Amanda Lemos, 34 anos, tem dentro do octógono boas referências de luta. Mas ela segue construindo o próprio caminho e fazendo história na modalidade.
Indo em busca da sua quarta vitória consecutiva, Amanda Lemos não sabe o que é perder há anos. Ela já é considerada a promessa brasileira no peso palha (até 52,1kg). “Acho que ainda não estou recebendo o que eu mereço, mas eu vou conquistar a cada luta e a cada trabalho. Eu vou mostrar dentro do octógono”, avisa a paraense.
No próximo sábado (17), Amanda Lemos enfrenta a mexicana Montserrat Ruiz, 28 anos. A paraense tem um cartel com 11 lutas, dessas 9 são vitórias, apenas uma derrota e um empate. Já sua oponente tem 10 vitórias e uma derrota.
Com tranquilidade e a certeza que um bom trabalho está sendo feito, Amanda mudou o visual e não quer que nada atrapalhe quando ele estiver frente a frente com a mexicana. Com cabelos mais curtos e com mexas, ela quer praticidade no dia a dia.
“Não tenho vaidade, eu cortei o cabelo mesmo porque não tenho paciência para cuidar. A gente treina muito, ele fica amarrado, ai chego em casa cansada e fico sem tempo. Quis dar um corte também para não precisar mais de trança, sempre lutava com uma e depois dava muito trabalho tirar”, contou.
Atualmente no 14ª lugar no ranking do UFC do peso palha luta, Amanda sabe da dificuldade que é das mulheres conquistarem seu espaço na luta. Por exemplo, no UFC Las Vegas 31, que ela irá lutar, das 11 lutas, apenas duas tem mulheres.
“Somos muito muito boa no que fazemos, e nossas lutas são muitas vezes melhores que as dos homens, são mais empolgantes. Nós vamos lá e fazemos bonito! Só que não somos tão valorizadas quanto, nem sei te dizer o porque. Mas estamos quebrando esse tabu e vamos cada vez mais avançar”, avaliou.
Mesmo com poucas mulheres com visibilidade no MMA e oportunidades na luta, Amanda não se abate e quer mesmo é vencer. “Eu ainda não mostrei tudo que sou capaz, cada luta é uma evolução, mas sempre busco acabar a luta o mais rápido possível, seja com finalização ou nocaute. Porém, tenho certeza que ainda tenho muito o que mostrar”, avisou a campeã.
A preparação da Amanda teve muito açaí e treino forte. “Eu particularmente gosto de treinar com homens, me sinto mais forte, eu gosto de sentir a força”, disse.
Sobre o fruto amazônico, a lutadora não passou por privações.
“O meu nutricionista é incrível, vamos para segunda luta juntos. Não deixo de tomar açaí, até uma semana antes de viajar eu estou tomando. Lógico que existem as restrições, mas como bem e me alimento bem. Não sofro muito antes da luta”, finalizou.
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