Depois de empatarem em 1 a 1 há duas semanas, Paysandu e Castanhal voltam a se enfrentar no jogo decisivo pelas quartas de final da Copa Verde. Quem vencer avança para a semifinal; outro empate, seja por qualquer placar, leva a decisão da vaga para as penalidades. O confronto, no estádio Maximino Porpino, traz de um lado um time com a motivação no talo e outro juntando os cacos de uma desclassificação na Série C do Campeonato Brasileiro.
O Papão já começou a reformulação no elenco após a saída da Terceirona, pelo menos quanto à saída de jogadores. Ao todo, já foram seis. Quem não for relacionado para logo mais e não estiver lesionado, automaticamente se credencia a ser mais um a deixar a Curuzu. O Japiim da Estrada teve também sua quota de decepção ao deixar a Série D depois de ter a melhor campanha da primeira fase, mas pode se redimir se conseguir o feito de levar a Copa Verde.
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O Papão vem utilizando um time totalmente alternativo na competição até aqui, mas isso fazia sentido quando ainda havia um Brasileirão em disputa, o que não há mais. Ou seja, o técnico interino Wilton Bezerra pode mandar a campo a força máxima que tem à disposição no momento. Não se sabe qual foi o arranjo dentro da Curuzu para qual será o time titular de hoje. “Com a saída da Série C estamos totalmente focados na Copa Verde, por isso vamos com quem está preparado da melhor forma na competição. Vamos com força máxima”, confirmou Bezerra.
Pelo lado aurinegro, o técnico Cacaio salientou a importância das duas semanas de treinamento entre a primeira e a segunda partida, o que segundo ele foi importante para acertos de última hora diante de um adversário que é teoricamente mais forte. “O Paysandu sempre será favorito, tem camisa forte. Sabemos da força, mas temos condições de enfrentar de igual para igual. Até porque o Paysandu vem um pouco fragilizado, sem alguns jogadores”, afirma o comandante do Japiim, que garante saber o que o Papão deve fazer em campo, o que não significa nenhum alento. “Nós sabemos pouco do que eles vão fazer. O Paysandu vem forte e não podemos dar bobeira. O Castanhal tem que jogar como sempre está fazendo”.
Papão quer fechar o ano com título
Segundo o comandante interino do Paysandu, por mais que haja um abatimento natural pela perda do acesso, é importante o time se manter em alta e com a motivação forte para tentar fechar o ano com uma conquista considerável para o clube. “Quem está aqui está comprometido, mas não quer dizer que quem saiu não estava. É uma questão de carreira e todos se doaram ao máximo em todos os momentos aqui”, disse. “Independentemente do que aconteceu, nosso foco agora é essa competição. Quem veste uma camisa de peso como a do Paysandu tem que estar motivado sempre”, completou Wilton Bezerra.
Para ele, o Castanhal deve pressionar desde o começo, daí a necessidade de saber sair da possível pressão. “Não vejo favoritismo para nenhum lado, mas a responsabilidade maior é a nossa. Por isso, temos que estar sempre motivados, estamos empregados, recebemos em dia, então quem tem contrato tem que dar o máximo”.
PELADA
Após participar de uma partida de uma competição de futebol pelada em Belém, o meia Alan Calbergue terá a situação avaliada dentro do Paysandu. Em comunicado oficial, o clube não confirmou se haverá alguma punição para o atleta, apenas que o episódio está sendo analisado. “O atleta tem contrato com o clube até o próximo dia 15 de dezembro e não possui autorização para participar desse tipo de evento. O assunto será tratado internamente”, diz a nota.
Japiim quer surpreender o favorito
A diretoria do Castanhal bem que tentou alterar o horário da partida de hoje, passando-o para a noite. Mas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) bateu o pé e manteve o jogo para às 15h. O Castanhal tem atuado com mais frequência nesse horário, mas os jogadores descartaram qualquer vantagem nesse sentido.
“Não creio que seja uma vantagem para a gente. A gente tem jogado nesse horário, mas quem está na Curuzu está acostumado a essa temperatura”, disse o lateral Magnum. “Estamos mais acostumados com esse horário, mas isso não significa nenhuma vantagem nesse confronto. Vai vencer quem estiver melhor no dia”, comentou o meia-atacante Pedrinho. “A gente atuou mais nesse horário, mas a gente deixa isso um pouco de lado para se focar apenas nas dificuldades do confronto”, completou o atacante Pecel.
Mais do que o horário, o que os jogadores do Castanhal esperam é a oportunidade de reencontrar a torcida desde o início da pandemia. Será o primeiro jogo com público no Modelão em um ano e meio. “Vai ser maravilhoso ter essa torcida ao nosso lado de novo depois de tanto tempo. O torcedor local sempre abraçou o time e não vai ser diferente dessa vez”, comentou Magnum. “Ter a torcida incentivando nos dá um ‘gás’ a mais. É sempre bom ter ela ao nosso lado”, afirmou Pedrinho.
Artilheiro do time na temporada com 13 gols, Pecel comemora também a presença do experiente Leandro Cearense ao seu lado, que ficou de fora do primeiro confronto ao cumprir suspensão automática. “O Leandro tem uma boa rodagem e isso traz tranquilidade a quem joga ao lado dele. Quem jogar vai fazer um ataque bem forte contra o Paysandu, que é um time grande, com jogadores de muita qualidade e com história na Copa Verde, mas não chegamos até aqui à toa”.

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