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Grupo estuda criação de clube paraense com gestão europeia

Empresa quer investir em categorias de base e formar atletas para o futebol europeu. Sede em Salinas está sendo estudada; "Queremos ajudar o futebol paraense a evoluir", disse diretor de marketing da Talents Play.

quinta-feira, 10/03/2022, 23:38 - Atualizado em 11/03/2022, 00:15 - Autor: Kaio Rodrigues

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Davidson Gandra, presidente da empresa, com Cristiano Ronaldo
Davidson Gandra, presidente da empresa, com Cristiano Ronaldo | Divulgação/ Talents Play

A Talents Play, empresa de agenciamento de carreiras desportivas e que atua no mercado americano e europeu, está no Pará para descobrir novos talentos e tentar fechar parcerias com os clubes da capital e Região Metropolitana de Belém. Entretanto, o grupo possui ambições maiores no cenário futebolístico paraense.

"Esse trabalho que estamos realizando traz o gancho da gente montar o nosso clube aqui no Pará. Nossas pretensões é de que seja em Salinas. Queremos preparar o jogador para o mercado de fora. Nós iremos trabalhar com categoria de base, com objetivo de subir para a primeira divisão do Campeonato Paraense e fazer assim um grande celeiro de jogadores, tudo com material tecnológico, com treinador português, gestão europeia", disse Welington Barata, diretor de marketing da empresa Talents Play.

O grupo fará uma reunião nesta sexta-feira (11), onde irão tratar do assunto para a criação do novo clube. Em pauta, investimentos, objetivos, diferenciais, avaliação da concorrência. Barata, que também é jornalista, falou sobre os erros que são cometidos dentro dos clubes paraenses e comparou com o trabalho realizado na Europa.

"Os principais erros começam com uma visão muito retrógrada do futebol. Nós vemos, por exemplo, no estado do Pará, muitos clubes com boas estruturas e tendo potencial de torcida, tendo tudo para ser grande, mas acabam não aproveitando isso da maneira correta. Quando entendemos um pouco sobre como funciona o futebol europeu, vemos que aqui precisa melhorar. Queremos ajudar o futebol paraense a evoluir, elevar o nome do estado, ser referência com um padrão europeu e disputar grandes campeonatos. Em Portugal, os atletas usam um chip que monitora tudo do corpo deles. Tem departamento de psicologia, nutrição, por exemplo. Outra coisa importante é a filosofia que adotam aqui. Na Europa toda a matemática de jogo ela é estudada. Ou seja, aqui os jogadores possuem potencial, mas têm deficiência técnica na sua base, em coisas simples. Então, vamos trabalhar totalmente o inverso disso. Por isso utilizaremos uma filosofia europeia, com treinadores portugueses, com o departamento de futebol voltado à potencialização", finalizou Barata.


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