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"MEU MELHOR AMIGO"

Paysandu: meia comove ao contar superação após perda do pai

Victor Diniz revelou drama familiar vivido em 2017 e comentou como isso tudo impactou na sua vida. Joia bicolor disse que chegou a pensar em abandonar a carreira e contou história bem legal com seu genitor

sexta-feira, 11/03/2022, 22:31 - Atualizado em 11/03/2022, 22:31 - Autor: Kaio Rodrigues

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Jogador esteve na Copa São Paulo atuando pelo Cruzeiro
Jogador esteve na Copa São Paulo atuando pelo Cruzeiro | John Wesley/Paysandu

Se pegarmos as histórias da maioria dos jogadores profissionais, elas são de superação. Muitos ficaram longe da família para alcançar o sonho, outros passaram fome, sofreram sem dinheiro, entre tantas outras adversidades que surgiram pelo caminho. O meia-atacante Victor Diniz, do Paysandu, teve o falecimento do pai como a maior barreira.

“Meu pai sempre foi meu herói. Ele sempre lutou por mim, apresentou o futebol para mim. Me lembro que jogávamos futebol juntos no pátio de casa. Ele me ensinava e me cobrava. Sua partida trouxe coisas horríveis para a minha vida, mas eu dei a volta por cima. Fico feliz por isso. Hoje, sou uma pessoa que superou essa perda e tenho orgulho de mim, de estar bem como estou hoje. Os obstáculos cresceram sem ele ao meu lado, mas sei que ele é um anjo que está no céu, cuidando de mim”, contou.

| (Foto: John Wesley/Paysandu)
 

Victor perdeu seu pai em 2017, quando tinha apenas 17 anos e era promessa das categorias de base do Papão. Ele falou sobre como foi não ter mais seu exemplo de vida presente e das responsabilidades que surgiram, principalmente no âmbito familiar, já que teve que assumir o papel de "homem da casa" e cuidar de sua mãe.

“Sim, eu pensei em parar. Passei dois anos da minha vida sem pensar em futebol, fazendo as coisas por fazer, pelo fato de perder uma pessoa que fazia parte de mim todos os dias. Era meu melhor amigo e não como meu pai, pois o que ele fazia por mim era diferente de tudo. Mas hoje estou aqui. Sou o homem da minha casa, ajudo a minha mãe, minha família e é o que importa. Minha responsabilidade e consciência mudaram. O tamanho do peso nas minhas costas aumentou demais, pelo fato da minha família ser rodeada por mulheres. Esse peso de ser o homem da casa, de estar correspondendo, de ter a minha mãe só. Infelizmente sou filho único. Espero um dia que tudo isso passe a gente fique melhor do que estamos hoje”, revelou.

| (Foto: John Wesley/Paysandu)
 

O meia lembra com orgulho do pai e se emociona ao falar o que ele representou em seus ensinamentos de vida. Pelo que contou de seu genitor, dá para entender de onde vem o amor pelo futebol. Talvez, o mentor de Victor sonhou, algum dia, em ser jogador profissional, mas viu seu desejo ser realizado através do seu filho, que relembrou de uma história muito legal dos dois.

“Meu pai era uma pessoa inexplicável, principalmente quando se tratava de educação e respeito. Foi o que ele mais me ensinou, a ser uma pessoa honesta, justa com os outros e consigo mesmo. As histórias que tenho com o meu pai são sensacionais. Lembro quando eu viajei com ele para trabalhar. Ele era caminhoneiro e o caminhão deu prego. Ficamos um tempão na rua. Tinha nada para fazer, nem celular naquela época era comum. Só tinha jornal e fita e ele fez uma bola. Ficamos jogando em uma tarde maravilhosa, esperando o tempo passar. É uma coisa que fica na minha cabeça para sempre. Tudo o que faço hoje é pelo meu pai”, destacou.


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