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PRA CIMA, LEÃO!

Baenão pode ser fator chave para classificação do Remo

Para se classificar para a próxima fase da Terceirona, o Leão tem que vencer no mínimo dois dos três jogos restantes e a ideia é usar o Baenão como aliado nesta reta final.

terça-feira, 26/07/2022, 09:43 - Atualizado em 26/07/2022, 09:45 - Autor: Matheus Miranda/Diário do Pará

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Remo precisa vencer para classificar. Uma derrota liquida as chances de ida ao quadrangular
Remo precisa vencer para classificar. Uma derrota liquida as chances de ida ao quadrangular | Samara Miranda/Remo

Com a fase classificatória da Série C do Campeonato Brasileiro cada vez mais próxima do seu fim, agora com apenas três jogos para definição das equipes que seguirão firmes para a disputa do quadrangular decisivo, para o Clube do Remo, infelizmente, a sua presença na etapa que promove os times à segunda divisão nacional está cada vez mais distante, aparentemente.

Sem padrão de jogo ou espírito de guerreiro para arrancar pontos na marra, o Leão Azul chega para a realização das três últimas partidas em cenário total de preocupação.

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Para se classificar, o Remo precisa atingir, no mínimo, 29 pontos. Desse modo, das três partidas restantes, o Leão necessita vencer duas e contar com ao menos um empate. Uma derrota liquida as chances de ida ao quadrangular decisivo.

De acordo com o site estatístico Chance de Gol, a equipe possui apenas 37,9% de chance de classificação.

O clube tem a expectativa de garantir as vitórias nas duas próximas rodadas, que serão realizadas no estádio Baenão, em Belém. A bronca, no entanto, é o desejo mútuo dos oponentes.

O Mais Querido enfileira embates contra o Ferroviário-CE e Aparecidense-GO, pela 17° e 18° rodada, respectivamente. O Ferrão tem travado luta contra o rebaixamento e, apesar do desenho teórico ser favorável ao time paraense, foi justamente em partidas como essa que os azulinos deram vexame e ressuscitaram diversos ‘mortos’ na tabela de classificação.

Quanto ao Aparecidense-GO, o time almeja confirmar ascensão ao entrar de vez na briga por vaga no G8, ao figurar na zona de classificação no último final de semana.

"APRENDIZADO"

Ciente das dificuldades, a comissão técnica ratificou a luz no fim do túnel rumo ao avanço. O treinador Gerson Gusmão deve usar como base o raso aprendizado no compromisso contra o Botafogo-PB, na rodada passada, para tentar evoluir na sequência.

“Dava para ter arriscado um pouco mais, mas daríamos mais oportunidades para o adversário criar mais situações. Foi um jogo que dava para ter vencido, mas não poderíamos arriscar de qualquer maneira e correr o risco de perder a partida. É um ponto que não era o que queríamos, mas é bem-vindo para a sequência da competição”, disse.

No que se refere ao pensamento e postura do grupo, a fé se mantém sólida e a projeção é de classificação, independente do grau de dificuldade que tem marcado essa primeira fase de Terceira Divisão.

O lateral-direito Celsinho, que apesar do destaque contra o ABC-RN, em Belém, não conseguiu repetir boa produtividade, assim como todos os seus companheiros, rechaçou as críticas nesse momento e focou no futuro: “Fizemos uma partida boa. Foi um ponto importante e sabemos que vamos fazer o dever de casa para classificar”, pontuou.

BLOQUEIO CRIATIVO

Antes uma limitação controlada, atualmente o marasmo criativo no meio-campo do Clube do Remo tem sido fator determinante pela ausência de bons resultados e apresentações.

No papel, existem bons nomes para ocupar e revezar na função de maestro, mas na realidade, o que tem se visto é uma quantidade de atletas limitados no ofício de armador, todos com um ponto em comum: a ruindade no papel tático.

Na partida mais recente, frente ao Botafogo-PB, que encerrou em empate sem gols em um verdadeiro show de horror para a vista dos torcedores e simpatizantes do esporte, ficou, mais uma vez, evidente a carência no setor de transição.

MEIO DE CAMPO

Não à toa, o meia Anderson Paraíba entrou no radar da corneta azulina. Contratado com status de um profissional diferenciado, o atleta passa longe de corresponder em campo.

A presença do jogador foi irrelevante durante o tempo em que esteve presente no gramado. Tal situação reitera as críticas da torcida pelo péssimo planejamento da presidência azulina na montagem do elenco deste ano.

Paraíba é o único atleta do elenco, hoje, com características de armador – Jean Patrick, Marciel e Erick Flores atuam mais como meias defensivos ou até como ponta improvisado, no caso de Flores.

Doido para render e calar os críticos, Paraíba ressalta que segue confiante no Baenão. “Creio que com a nossa competência e nosso trabalho vamos ser vencedores”, disse.

Com três jogos determinantes para as ambições do time, Paraíba completou o raciocínio destacando a importância das partidas. “Não só esses próximos jogos (encarados como finais), mas os que passaram também. Estamos encarando cada um como uma final. Os jogos finais serão diferentes”, avaliou.

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