A grande final do Campeonato Paraense entre Paysandu e Clube do Remo, marcada para este domingo (8), às 17h, no Mangueirão, vai além da disputa pelo título estadual. A decisão também serve de palco para uma discussão que ultrapassa as quatro linhas: os impactos das mudanças climáticas no futebol.
Durante a final, a campanha "Parada pelo Clima" volta a ser destaque no estádio e nas transmissões. A ação foi desenvolvida pela Federação Paraense de Futebol (FPF) em parceria com o Terra FC e busca conscientizar torcedores sobre como eventos climáticos extremos podem afetar diretamente o esporte.
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Segundo um estudo, Belém está entre as cidades brasileiras com risco elevado de enfrentar fenômenos climáticos severos nas próximas décadas. A projeção indica que os clubes locais podem sofrer desvalorização de até R$ 55 milhões em valor de mercado nos próximos 25 anos.
Os números fazem parte de um levantamento mais amplo sobre o futebol nacional. A pesquisa aponta que, entre os 60 clubes que disputaram as Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro em 2025, 47 estão localizados em cidades com alto risco de eventos extremos, como enchentes, ondas de calor ou incêndios florestais. No cenário mais amplo, as perdas potenciais para o futebol brasileiro podem alcançar cerca de R$ 70 bilhões nas próximas décadas.
No caso da dupla Re-Pa, os impactos podem ir além das questões esportivas. Danos à infraestrutura de estádios, aumento de custos de manutenção, prejuízos logísticos e queda na arrecadação com bilheteria e premiações estão entre os riscos apontados pelo estudo.
Para ampliar o alcance da campanha na final, os influenciadores nacionais Carter Batista e Caio Cappi participam das ações de conscientização. A ideia é reforçar a mensagem de que, diante das mudanças climáticas, a rivalidade entre torcidas precisa dar espaço a um esforço coletivo de preservação ambiental.

A campanha também tem utilizado momentos das partidas para divulgar conteúdos informativos. Durante o Parazão 2026, a tradicional pausa médica dos jogos foi transformada em espaço para mensagens sobre temas ambientais, exibidas nos telões do estádio e nas transmissões da TV Cultura e do Canal do Benja.
A iniciativa começou ainda na Supercopa Grão-Pará e seguiu ao longo das 10 rodadas do estadual, abordando temas como aumento das temperaturas, crise hídrica e impactos ambientais na região amazônica.
Com bola rolando no Mangueirão e o clássico mais tradicional da Amazônia em campo, a final do Parazão também se transforma em um espaço de debate sobre o futuro do futebol em um cenário de mudanças climáticas.

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