Comparando a temporada 2005, época do título nacional da Série D e de ascensão do apelido de fenômeno azul, há um déficit de aproximadamente 25 mil torcedores no Mangueirão em jogos do Remo na Série D deste ano. No último domingo, embora o jogo contra o Cristal-AP valesse classificação, o público registrado foi inferior a rodada anterior (confira detalhes abaixo).
Óbvio que a ausência do fenômeno interfere na queda da arrecadação. Nos três jogos que fez em Belém, o Remo não faturou de forma significativa. Sequer chegou a atingir o patamar de R$ 100 mil. O maior lucro ocorreu contra o América (AM). O fracasso na bilheteria é um detalhe negativo para o pagamento em dia da folha salarial do clube – estimada em R$ 250 mil.
A diretoria de futebol remista alegou a existência de algumas variáveis para explicar o assunto. “Há transmissão ao vivo pela TV, a utilização do Mangueirão ou Baenão, o preço dos ingressos”, detectou Abelardo Sampaio, enfatizando. “Até porque, os sócios torcedores, que não precisam pagar os ingressos, não estão indo em grande numero”, constatou. Na última partida, a Funtelpa não veiculou imagens, ao vivo, para Belém da partida do Leão. Aliás, se quiser assistir os jogos da arquibancada, o torcedor tem que desembolsar R$ 20, caso ainda não tenha se filiado ao programa de sócio-torcedor.
Para Sampaio, a vitória incontestável sobre o Cristal (AP) pode significar um novo passo na relação entre o time e o torcedor. “Alem dos bons resultados, o torcedor quer ver lances trabalhados, de efeito, tal qual foi a jogada do gol do Vélber, quando ele tabela com o Gian. Isso é fundamental para o torcedor confiar no time”, salientou. (Diário do Pará)
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