“É melhor sobrar do que faltar”. Fazendo uso da sabedoria popular, o Paysandu vem formando esse elenco ao longo do ano e até mesmo dessa Série C. Até o último final de semana, o clube contava com apenas cinco atacantes treinando no grupo principal: Bruno Rangel, Zé Augusto, Jean Sá, o improvisado Thiago Potiguar e o quase afastado Moisés. Mas bastou a semana bicolor recomeçar para que dois novos jogadores passassem a disputar uma vaga na equipe: o recém-contratado Fernandão e o recém-recuperado Daniel Morais. Pois essa lista ainda pode aumentar.
Contando com Bruno Rangel, o artilheiro da Série C, o técnico Charles Guerreiro talvez não tenha tantas dores de cabeça para montar o ataque bicolor. Mesmo assim, pediu e conseguiu a contratação do carioca Fernandão, que desembarcou em Belém na última terça-feira, mas só deve estar a disposição em duas semanas, diferente de Daniel Morais. Recuperado de uma paralisia facial parcial, o mineiro tem impressionado nos treinamentos.
Em Belém há um mês, Daniel Morais esteve no estaleiro por três semanas, fazendo fisioterapia e se recuperando do susto causado pela paralisia facial. Sem jogar desde maio, quando ainda defendia o América-RJ, o jogador sente saudades de entrar em campo, mas sabe que a concorrência não está fácil. “O time tem o melhor ataque agora. Tenho que correr muito e fazer muitos gols”, brincou o jogador, que tem grandes chances de estar no banco de reservas contra o Fortaleza.
E essa concorrência no ataque pode aumentar nos próximos dias. O atacante Carlinhos Bala, atualmente no Atlético-GO, teria se oferecido novamente à diretoria bicolor. Mas por enquanto, as conversas não avançaram. “Foi feito um contato conosco, mas ainda vamos ver. Certo mesmo é que não seria a mesma proposta”, afirma o diretor de futebol Antônio Cláudio Louro, revelando que o jogador optou pelo clube goiano em detrimento ao Paysandu, que teria oferecido os mesmo R$ 50 mil ao atacante.
Seca de gols no sertão potiguar
Se atacante vive de fazer gols, o que explicaria a permanência de Thiago Potiguar – até aqui em branco na artilharia – entre os titulares do Papão? Com certeza os dribles desconcertantes, as arrancadas espetaculares e as assistências precisas. Improvisado no ataque bicolor, o jogador cumpre uma função tática específica na equipe de Charles Guerreiro: ser o garçom. Mas esse nordestino arretado parece faminto pelo prato principal. O gol, claro.
Quatro jogos já se foram e Thiago Potiguar ainda não balançou as redes adversárias. Com seu estilo sorridente e brincalhão, o jogador encara com bom humor essa “seca” e se preocupa mais com o coletivo. “Precisamos fazer nosso trabalho focados em subir, que é o principal”, esquiva-se, passando a responsabilidade para o companheiro Bruno Rangel. “Ele (Bruno) que é o centroavante. Eu chego de trás, dou meus chutes, mas não dá pra comparar”. Mesmo assim, o meia que virou atacante busca inspiração no passado recente para, quem sabe, sacudir a fiel mais uma vez.
“Na minha estreia no Mangueirão fui bem. Penso em repetir o que fiz naquele Re-pa (primeiro da final do primeiro turno estadual)”, sugere. E se o gol finalmente vier nesse domingo no maior palco do nosso futebol, o show do atacante irreverente e bom de ginga já tem ritmo certo. “Se eu fizer um gol, vai ter um forrozinho”, revela o bailarino da camisa 7. (Diário do Pará)
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