Se o ditado diz que “a primeira vez a gente nunca esquece”, a primeira participação do Cametá em um Brasileiro, nesse caso o da Série D, mais do que um feito a ser comemorado, serve também como aprendizado para o futuro do clube, que vive seu segundo ano de existência no cenário do futebol paraense. O tempo agora é de corrigir os erros para a próxima temporada ser ainda melhor.
Estreante em campeonatos paraenses, o time emergiu da segundinha até a fase principal do estadual, onde brigou de peito aberto com o Remo pela vaga papa-chibé na Série D. Apesar de não ter conseguido dentro de campo, fora dele o clube cametaense foi reconhecido e recompensado com a vaga do desistente Baré-RR. No campeonato nacional, se não brilhou, pelo menos saiu de cabeça erguida.
De virtual eliminado ainda no primeiro turno da primeira fase, o Cametá conseguiu uma recuperação de tirar o fôlego no segundo turno, após o retorno de Fran Costa ao comando da equipe, mas mesmo assim a classificação não veio. Ficou a lição. “O primeiro erro do Cametá foi ter me tirado pra colocar o Artur (Oliveira) no final da segundinha. Se eu tivesse ficado desde lá, teríamos ido ainda melhor no Parazão e na Série D”, disparou o técnico Fran Costa.
Em negociações com a diretoria para continuar à frente da equipe, o comandante aponta o que precisa ser feito. “Precisamos nos estruturar e já planejar o Parazão. Fazer esse centro de treinamento que tanto se fala e garimpar alguns talentos locais”, sugere, eximindo a diretoria da culpa pelo insucesso “Os dirigentes estão aprendendo e o Cametá tem tudo pra crescer”. (Diário do Pará)
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