Ata de reunião diz que apenas no dia 14 de setembro será feita a proposta pela construtora Na última terça-feira (24), precisamente às 15h, numa sala da 13ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho, uma reunião selou o destino do estádio Evandro Almeida, o Baenão. A juíza Ida Selene Duarte acertou os detalhes e os prazos do projeto com o presidente do Remo, Amaro Klautau, além de representantes das construtoras Agra e Leal Moreira. A ata da reunião, a qual o DIÁRIO teve acesso, registrou os acordos e mostra que, pelo menos oficialmente, o Baenão ainda é do Remo.
O mais interessante é a exposição de uma data, 14 de setembro deste ano. Foi o limite estabelecido entre as partes para a oficialização da proposta por parte das empresas visando a compra das áreas do Baenão e mais o terreno anexo, conhecido como “Carrossel”. Paralelamente, o grupo Agre também entregará uma espécie de projeto, o memorial descritivo, com especificações acerca do que será construído para a Arena do Leão. De acordo com o documento, o novo estádio será mesmo construído em Marituba, na Grande Belém.
Uma semana após apresentada a proposta, no dia 21 de setembro, o Judiciário, o Remo e as construtoras, enfim, vão assinar documentos e o Auto de Arrematação. Oficialmente estará concretizado o negócio. No prazo de 10 dias, será feito o depósito da primeira parcela, estimada em R$1 milhão. A ‘bolada’ será destinada ao pagamento das dívidas trabalhistas do clube.
CONTRA-ATAQUE
Alguns conselheiros do Clube do Remo ainda tentam barrar o negócio entre o presidente Amaro Klautau e as construtoras Agre e Leal Moreira. O conselheiro e promotor Wilson Sá fala em um pedido de tombamento imaterial do Baenão, alegando que o estádio é de extrema importância para o futebol paraense.
>> Estádio “mudou” de lado
Eram 2h30 da manhã de domingo. Nenhum pedestre. Alguns carros parados, respeitando a sinalização. Com o sinal verde do semáforo, os veículos em velocidade impediam o condutor e, principalmente, os passageiros de observarem uma cena histórica. No lugar do pórtico do Baenão, que abrigou um escudo do Remo durante 75 anos, eis que uma bandeira do Paysandu flamulava de acordo com o movimento do vento. Em alguns momentos, até parecia que iria cair, tamanha a pressão do ar. Não caiu, entretanto. Ficou firme, estava sustentada por fios amarrados em duas estruturas metálicas. O que supõe outra cena história: a ousadia de terceiros para subir, pendurar-se, e pôr o símbolo maior da Curuzu justamente num terreno habituado a glórias azulinas.
Um arrojo, um atrevimento, talvez, incomparável. Nem a peripécia de Albertinho, que revestiu o Leão de pedra do Evandro Almeida com a camisa bicolor, parece suplantá-lo, sobretudo, por um outro detalhe. Na faixa da polêmica, acima do símbolo do Papão, estava lá, escrito com tinta em letras maiúsculas: “O ‘CHIQUEIRÃO’ É NOSSO!”. A pequena frase, embora com letras garrafais, aliás, tem uma origem. No início desta década, com o Mangueirão interditado para reformas, o Baenão sediou um REXPA. Incrivelmente, a vitória bicolor foi sossegada, tranquila e os gritos que vieram da arquibancada foram os mesmos, relembrados justo num fatídico dia para a nação remista, o dia 29 de agosto de 2010. O dia em que a porta de entrada do Baenão serviu como sustentação para uma bandeira do maior adversário. (Diário do Pará)
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