A sonhada classificação antecipada do Paysandu foi adiada pela segunda vez consecutiva. Diante do Fortaleza, no Mangueirão, ela escapou após o jogo terminar em empate e sábado, em Marabá, ela mais uma vez não aconteceu, após a derrota imposta pelo Águia. Agora, ao clube da Curuzu, restam duas partidas nessa primeira fase, a primeira em casa, frente ao São Raimundo, dia 5 de setembro, e a última com o Rio Branco (AC), na capital do Acre, dia 19 de setembro. O Papão continua líder da chave, mas não pretende deixar o passaporte para a fase de mata-mata acontecer no último jogo.
O volante Tácio considera que a partida com o Azulão foi disputada e que os bicolores mostraram garra, mas garante que a derrota não é motivo para desespero. “Empenho não faltou, lutamos, o Charles fez o que podia, mas infelizmente a bola não entrou, agora é manter a tranquilidade. Temos que fazer o dever de casa e daí conseguir a classificação. Vamos buscar esse resultado em cima do São Raimundo”, avisa.
Para a torcida do Águia, angústia e festa
O Águia pediu e ele atendeu, marcando presença significativa nas arquibancadas do Zinho Oliveira, mas seu torcedor vivenciou momentos de angústia, antes de poder comemorar a estimada vitória sobre o Paysandu. Durante os 90 minutos de jogo o sentimento dos azulinos oscilou entre tristeza e alegria, mas, no final, o coração do marabaense bateu forte, com a euforia da conquista.
A rivalidade entre os clubes paraenses podia ser sentida mesmo antes do início da partida, pois era grande a expectativa dos torcedores no corredor da avenida Antônio Maia, que dá acesso ao estádio. Para os marabaenses, a vitória já era certa mesmo antes da bola rolar, enquanto os visitantes apostavam em mais um triunfo da sua equipe, que estava invicta na competição, como é o caso do bicolor Atanagildo Matos, o “Seu Gatão”.
A segurança de um resultado positivo para o time da casa começou a ficar abalada quando os escalados do técnico João Galvão entraram em campo. O torcedor mais atento logo notou a ausência do volante Daniel, que acabou sendo vetado pelo Departamento Médico do clube. “Cadê o nosso camisa 5? Ele não vai jogar?” indagou Ricardo Costa, já vendo ameaçada a atuação da equipe, que tem o mineiro como referência no meio de campo.
Os problemas do Azulão foram esquecidos e deixaram de ser preocupação só nos minutos finais do segundo tempo, Felipe Mamão marcou e garantiu a vitória por 2 a 1.
Com o apito final e o resultado confirmado, o torcedor azulino Edivaldo Gomes se sentiu à vontade para provocar o rival. “Vencer é sempre bom, mas vencer o Paysandu é ainda mais gostoso”, disparou.
A goleada sobre o Rio Branco ainda não tinha sido suficiente, mas parece que agora finalmente a esperança dos seguidores do Azulão está renovada. (Diário do Pará)
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