No extremo oeste do país, uma batalha das mais complicadas aguarda pelo Águia, domingo à noite. O campo de combate não poderia ter o nome mais sugestivo de Arena da Floresta. Nas quatro linhas, dois velhos conhecidos no mundo da Série C. Com tantos ingredientes, Rio Branco e Águia uma daquelas partidas que mesmo sendo de opostos não permite qualquer previsão.
Chamar o confronto entre Águia e Rio Branco de clássico talvez seja um exagero, mas a rivalidade regional que nasceu há dois anos não para de crescer desde então. Da Série C 2008 até aqui, estrelão e azulão se enfrentaram sete vezes, com quatro vitórias dos paraenses, duas dos acreanos e um empate. Em meio a essa ampla vantagem, apenas o Águia pôde comemorar uma vitória em território inimigo, algo que se repetido no domingo, pode significar a conquista do segundo lugar na tabela.
“Tô vendo o jogo como uma guerra, no bom sentido, porque o Rio Branco quer a vitória pra não cair e nós queremos a vitória pra classificar”, refletiu o técnico João Galvão, lembrando que o adversário vive situação bastante complicada, amargando a lanterna do grupo, mesmo com um jogo a menos que o São Raimundo, vice-lanterna. “O Rio Branco vem com tudo”, completou menos de 72 horas após as fortes emoções da partida contra os bicolores.
Confirmando a promessa que fazia há pouco mais de duas semanas, antes de vencer o próprio Rio Branco no Zinho Oliveira, o Águia quer dar sequência ao lema “Virada de turno, virada de página”. Para isso, seguir pontuando é uma necessidade, sobretudo nas próximas duas partidas, que serão fora de casa. “Precisamos pontuar contra o Rio Branco e o São Raimundo”.
Predestinado quer fazer mais gols
Foi numa jogada meio sem querer, de coxa, que o atacante Felipe Mamão marcou o gol da vitória do Águia sobre o Paysandu e comprovou que estava predestinado a vencer o desafio lançado contra Bruno Rangel. Antes da partida, o jogador do time marabaense esquentou a briga pela artilharia e colocou fogo no duelo particular com o ex-companheiro de clube. No final dos 90 minutos, o aguiano levou a melhor, e como o homem de frente do Papão passou em branco, ele acabou se igualando na artilharia da competição, com cinco gols marcados.
Após a realização de cinco partidas, Felipe Mamão é o responsável por mais de 70% dos gols do Azulão. Ele ainda terá outras três partidas nesta primeira fase, contra apenas duas do rival bicolor. Como foram os zagueiros Bernardo e Ari que marcaram os outros dois gols do Azulão, até agora, o artilheiro foi o único atacante do time marabaense que conseguiu balançar as redes dos adversários.
Apesar de conseguir se igualar a Bruno Rangel na artilharia, Felipe Mamão preferiu minimizar a marca, declarando que o mais importante foi ter ajudado seu time a conquistar a vitória sobre o Paysandu. “Quero ampliar a marca nos próximos jogos, não para ostentar a artilharia, e sim para continuarmos com boas chances de classificação para a segunda fase”. (Diário do Pará)
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