E essa pendenga está longe de chegar a um fim. Nesta terça-feira (14), o promotor Benedito Wilson Sá disse que já ajuizou um novo pedido de tombamento do estádio Evandro Almeida, o Baenão, visando impedir a negociação da praça esportiva do Clube do Remo com as empresas Agre e Leal Moreira. Os desdobramentos a partir da eliminação do Leão do Campeonato Brasileiro da Série D começam a tomar rumos que vão muito mais além do departamento de futebol.
No dia 23 de agosto, o presidente do Remo, Amaro Klautau, mandou retirar o escudo azulino que ficava na frente do estádio, sob alegação de que o primeiro tombamento proposto pelo promotor Wilson Sá havia sido negado. Prontamente, a juíza da Justiça do Trabalho, Ida Selene, anunciou a venda do Baenão por R$ 33 milhões para pagamento das dívidas trabalhistas que o clube não arcou até então.
Após várias manifestações contrárias da maioria dos conselheiros do Leão, uma reunião do Conselho Deliberativo foi marcada, mas acabou não acontecendo, devido a manifestação de torcedores que eram contra e outros a favor da negociação para a construção da ‘Arena do Leão’, um estádio moderno, com centro de treinamentos e capacidade para 15 mil pessoas.
Contudo, a participação do Remo no Campeonato Brasileiro da Série D começou a se tornar o grande foco dos remistas. O mata-mata decisivo contra o Vila Aurora (MT) era o objetivo a ser conquistado para o acesso à Série C de 2011. O assunto Baenão havia, de certa forma, sido “colocado para escanteio”. Porém, após a eliminação da competição nacional, a crise se instalou no Filho da Glória e do Triunfo, com a venda da praça esportiva passando a tomar conta dos noticiários esportivos.
Benedito Sá afirmou que o pedido de tombamento do Baenão faz efeito, mesmo após a conclusão da Justiça do Trabalho de que o estádio deve ser vendido. “Qualquer pessoa que possa dizer o contrário está falando besteira. O tombamento é um ato administrativo. O Poder Judiciário não tem nada haver. Estamos visando a proteção da história do futebol paraense, no qual o Baenão é importante. Estamos pedindo que o Ministério Público mantenha viva a história do futebol”, disse.
O novo pedido de tombamento do Evandro Almeida foi feito na semana passada e, nos próximos dias, a diretoria do Remo deve estar tomando conhecimento da ação. Mas é importante que se entenda que o possível tombamento não descaracteriza a venda do estádio. “Só impede a descaracterização. Se o Baenão for tombado, quem comprar tem que deixar ele como está. O Remo pode fazer uma parceria com o município e, nos próximos 100 anos, usar o Baenão em regime de comodata”, explicou Sá. (Gustavo Pena, Diário Online)
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