Dia cheio nos bastidores azulinos: de memorial descrito à possível nova área do novo estádio. O presidente do Remo, Amaro Klautau, atiçou a curiosidade de todos ao evitar expor, claramente, todos os detalhes que envolvem a polêmica negociação do Baenão e a consequente construção da Arena do Leão. Ontem, ele se pronunciou na sede do Tribunal Regional do Trabalho após o encontro para oficializar a entrega do memorial descritivo, espécie de exposição junto ao Judiciário, sobre o que será construído no novo estádio.
Klautau optou pelo segredo depois de dois questionamentos. Um deles, relacionado ao que contém o projeto final da Arena. Questionado se o que foi apresentado agradou, o presidente enfatizou. “Foi apresentado dentro de uma perspectiva nova, é uma proposta nova, já que nestes últimos meses, devido aquela estória do processo de tombamento, nos prejudicou durante seis meses”, disse. “Já éramos para estar com as obras sendo construídas. Foi um desastre o que fizeram com o Clube do Remo, agora, só nos resta aguardar a homologação do que foi vendido”, pontuou.
Quando o processo foi consumado, Amaro garantiu a construção de um estádio para aproximadamente 15 mil pessoas, além de um centro de treinamento completo, com a infraestrutura de academia, piscina e dois campos. A área que abrigará a estrutura também é uma incógnita. “O terreno, certamente, será apresentado no momento certo”, afirmou. “Eu posso até dizer que todos os terrenos que nós chegamos a negociar e que vazaram para a imprensa, os (preços) terrenos subiram algo em torno de 50% e prejudicaram o Clube do Remo”, argumentou, para justificar o silêncio.
De acordo com uma fonte, a sede, prestes a ser escolhida, fica localizada no bairro do Aurá, precisamente na Rua Anita Gerosa, distante cerca de dois quilômetros da BR-316, estipulada em R$ 2,6 milhões. No entanto, outros lugares foram ventilados, como uma área no bairro do Júlia Seffer e na avenida Augusto Montenegro.
Só à espera da homologação
De acordo com Amaro Klautau, não há sequer uma única possibilidade de reversão do quadro da venda do estádio Evandro Almeida. Após uma reunião de quase duas horas ontem, Klautau frisou, várias vezes, o assunto. “Conforme estava prevista, as empresas Agre e Leal Moreira apresentaram à juíza a proposta do critério de pagamento, porque a venda já havia sido feita pela Justiça do Trabalho”, ressaltou. “Dependemos única e exclusivamente da avaliação que a Justiça estará fazendo para termos a homologação no dia 21”, disse.
O critério de pagamento é um item à parte do memorial descritivo feito pelo grupo Agre, que adquiriu o Baenão por R$ 33,2 milhões. “A homologação depende do critério de pagamento, que é um critério que podemos chamar de critério misto. Comprar o terreno e fazer a obra também faz parte do critério de pagamento. Tudo será bem definido pela Justiça para homologar”, assegurou.
Presidente ri de tentativa de expulsão
Amaro Klautau também respondeu aos conselheiros que estariam dispostos a pedir a sua expulsão do quadro de associados do clube. A ideia do movimento de oposição é usar a queda do escudo do Remo, retirado com o objetivo de evitar pedidos de tombamento, para sustentar a tese de que nenhum sócio pode depredar as dependências remistas.
“Eu tô rindo porque tu ainda estás com essa estória”, respondeu, inicialmente. “Olha, eu acho que cada um tem o direito. Se algum conselheiro encontrar algum fundamento qualquer que seja, que faça”, instigou. “Vamos fazer uma interpretação? Em fevereiro, os conselheiros, com mais de 90% dos votos, autorizaram a demolição do Baenão!”, justificou, referindo-se à aprovação do Conselho Deliberativo para a transação do estádio.
O mandatário citou a estratégia como fundamental para estabelecer uma nova era. “Eu estou, assim como muitos, na condição de salvar o Remo. É isso que obstinadamente nós iremos conquistar!”, exclamou. (Diário do Pará)
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