Os dias são tristes e as perspectivas, por enquanto, nada animadoras para a metade alvinegra de Santarém. Ainda sofrendo com a ressaca pela eliminação precoce da Série C e rebaixamento sofrido à Série D, torcida e principalmente a diretoria do São Raimundo juntam os cacos em busca de soluções técnicas e financeiras para o futuro da equipe.
Reuniões, conversas e rescisões contratuais enchem os dias de diretores e jogadores. E as primeiras “barcas” começam a zarpar do oeste paraense: os meias Flamel e Soares, e os atacantes Branco e Marinelson foram os primeiros a dar adeus ao São Raimundo. Hoje, o zagueiro Pedro Paulo e os atacantes Gabriel, Max Jari e Paulo Rangel devem ser os próximos a ganhar bilhete de partida. “Estamos vendendo o almoço para comprar o jantar”, confessou o diretor Sandiclei Monte, um dos responsáveis por conduzir as negociações financeiras com os jogadores.
Nos próximos dias, mais despedidas melancólicas devem acontecer. E se antes eram oito os jogadores que faziam parte dos planos, agora esse número caiu para seis. Nomes são mantidos em sigilo. “Não podemos falar muito sobre quem fica e quem sai porque estamos negociando com todos (os jogadores)”, apontou Monte.
Nem mesmo os ídolos escaparam da mira alvinegra. Michel é um bom exemplo disso. Depois da atitude condenável de sábado: depois de ser substituído e tirar a camisa ainda dentro de campo, o jogador teria rasgado o uniforme que vestia, além de quebrar duas portas dos vestiários do Barbalhão. “Ele não apareceu ainda nem pra acertar conosco. A situação está no nosso jurídico e vamos tomar todas as medidas cabíveis”, garantiu Sandiclei, que já mencionou inclusive a possibilidade de acionar juridicamente o jogador. (Diário do Pará)
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