Enfim, o final do segredo. Antes sequer da homologação do memorial descritivo por parte da Justiça do Trabalho, o presidente do Remo, Amaro Klautau, quebrou o silêncio. Revelou que o terreno escolhido para abrigar a Arena do Leão, estrutura que vai substituir o Baenão, localiza-se na rua Santana do Aurá, esquina com a travessa Tancredo Neves. Assim que se deu a confirmação oficial, o Bola tentou encontrar o endereço. Não é fácil.
Poucos moradores sabem que estão próximos do polêmico empreendimento, tido pela direção azulina como fundamental para a resolução de todos os problemas financeiros e estruturais do Clube do Remo. Um senhor se dispôs a indicar o local correto. No entanto, ao que parece, também errou. A rua Santana do Aura é asfaltada até chegar a algumas confluências, inclusive com a Tancredo Neves.
Lá, o asfalto dá lugar à piçarra, areia. O ambiente é verde, repleto de árvores, o que é um alento para a escuridão. Também há lixo espalhado. Poucos carros circulam e, segundo o que foi apurado, não há linha de ônibus. No mundo paralelo ao de uma grande cidade, circulam mais bicicletas. Para quem desconhece e quer se localizar, aproximadamente 30 minutos é o suficiente, já dentro da localidade. Há uma praça, o ponto de encontro, bares com DJ’s e campos de futebol de areia.
Aliás, as casas simples, com estacas de madeira funcionando como muro, são um contraponto a sítios que, de fora, dão uma impressão de serem locais bem estruturados para descansos de famílias. Um desses sítios foi negociado com a construtora Leal Moreira. “Lá existe uma área de lazer, que será incorporado ao futuro CT (Centro de Treinamento)”, disse Amaro Klautau. Para defender a área escolhida, Amaro afirmou que consultou órgãos de segurança e constatou um dado. “O índice de criminalidade de lá é inferior ao do bairro do Umarizal, onde moro”, garantiu.
A medição é de algo em torno de 200 mil metros quadrados, adquirido por mais de R$2,7 milhões. Segundo Klautau, apenas a metade do terreno será utilizado para tirar do papel e tornar realidade a Arena do Leão, com capacidade estimada para 15 mil pessoas, além de dois campos auxiliares para treinamentos, piscina e academia equipada. “Será a primeira etapa”, justificou o mandatário. A segunda etapa do projeto, segundo o presidente, é de expansão do CT do Remo e até a construção de uma sede campestre para a agremiação. (Diário do Pará)
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