Quem acompanhou a estreia do Paysandu na Série C saiu convencido de que o time de Charles Guerreiro era uma verdadeira fábrica de gols. Afinal, sair de um jogo com o placar vitorioso de 6 a 2 sobre o Rio Branco foi de empolgar até o mais cético dos torcedores, ainda mais com uma equipe que já tinha o peso de iniciar a disputa sem o seu artilheiro do Paraense, Moisés. No entanto, nas partidas seguintes a escrita mudou de rumo, apareceram os problemas e mesmo com o status de líderes da primeira fase, os bicolores partem para as quartas-de-final com evidente queda no desempenho.
Das oito partidas disputadas, em cinco a equipe alviceleste não conseguiu marcar mais que um mísero gol. Após a goleada inicial, os outros dois jogos em que balançaram a rede duas vezes, foi contra o Águia, logo no segundo compromisso e depois contra o rebaixado São Raimundo, em 15 de agosto, fora de Belém, ressalte-se. Desde então, a situação apertou e nos quatro jogos seguintes o Papão da Curuzu teve um empate, uma derrota, uma vitória e outro revés, respectivamente. Não seria a hora de dar um sacode no plantel e tomar o rumo do começo do certame, agora que dependem de apenas duas partidas para adentrarem na Série B?
De acordo com o meia Marquinho, a resposta é sim. “Isso não foi relaxamento, os adversários também se fortaleceram, realmente o nosso time deu uma caída, mas agora é procurar apagar essa imagem que nós deixamos no segundo turno, quando só conseguimos quatro pontos, mas agora é esquecer, o que passou, passou, só depende da gente. Quando a gente perde aparecem as críticas, mas estamos cientes do que temos que fazer (gols). Agora é decisão não pode mais haver vacilos”, considera. (Diário do Pará)
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