O ex-presidente do Remo, Manoel Ribeiro, quebrou parte do silêncio. Ele é um dos integrantes da comissão que vai fiscalizar e esclarecer detalhes da negociação do Baenão. Na última quarta-feira (22), Ribeiro, Sérgio Cabeça e Antônio Carlos Teixeira, outros membros do grupo, evitaram entrevistas após conversarem com a juíza Ida Selene, na sede do Tribunal Regional do Trabalho.
Ao Bola, revelou algo por meio de um contato telefônico. Ribeiro disse crer que ainda há pontos obscuros no processo conduzido pela presidência do Remo, via Justiça do Trabalho. O grande benemérito fez a seguinte consideração: “Acredito que, até em função da minha condição de remista, tenho que fazer alguma coisa”, comentou. “Agora, preciso me reservar para a reunião do Conselho, que pode acontecer a qualquer hora”, frisou.
Embora disposto a segurar o segredo, Manoel Ribeiro pôs em dúvida a veracidade de algumas informações. “Alguns conceitos são completamente diferente da realidade”, pontuou. Questionado se a comissão poderia, de fato, interferir, sugerindo estratégias novas para solucionar a polêmica, o azulino foi claro. “Interferir? Não vamos. O que tentaremos é tomar conhecimento de tudo e repassar ao Conselho”.
Ribeiro descartou a movimentação da comissão para impedir a venda do Baenão por uma razão: o excesso de dívidas trabalhistas do clube. “Foi uma coisa que me surpreendeu”, assegurou. “Estava se lutando por uma coisa que não adianta. Não estamos tentando segurar a venda do Baenão”. Outro ponto esclarecido foi a respeito de uma suposta procura por terrenos alternativos, e não o sítio do Aurá, para abrigar a Arena do Leão. “O que a juíza disse é que se encontrarmos soluções melhores, inclusive com relação ao terreno, poderemos repassar a ela”, concluiu Ribeiro. (Diário do Pará)
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