De mãos atadas. Por enquanto, o departamento de futebol profissional do Clube do Remo está desativado. A não ser pela liberação de jogadores, pouco se fala em como será a temporada 2011 de competições para o Leão. O assunto um só: a negociação do estádio Evandro Almeida, o Baenão, para as empresas Agre e Leal Moreira. Somente após a próxima eleição do Conselho Diretor azulino é que se saberá, ao certo, qual o planejamento para o Campeonato Paraense, buscando vaga para o Campeonato Brasileiro da Série D.
O Remo vive um dos momentos mais conturbados da sua história. O fracasso na Série D deixa o Filho da Glória e do Triunfo em um momento de incertezas. O Leão Azul só volta a jogar oficialmente no dia 18 de janeiro do ano que vem, quando estreia no Campeonato Paraense. Para voltar a disputar a competição nacional, o clube terá que conquistar vaga através do Parazão.
Mas a atual diretoria, que tem à frente o presidente Amaro Klautau, pouco pode fazer. Isso porque as próximas eleições para eleger um novo mandatário para o Remo estão marcadas para o mês de dezembro, após a constituição do novo Conselho Deliberativo. Como há uma grande oposição contra Klautau, é pouco provável que ele continue no cargo.
Os jogadores que foram eliminados da Quarta Divisão já acertaram suas rescisões e são poucos os que podem voltar para 2011. Já os atletas das divisões de base que ainda possuem vinculo contratual como o Leão, já possuem data para reapresentação: dia 15 de outubro. Até lá, o assunto da venda do Baenão ainda deve imperar o noticiário esportivo do Remo, enquanto que o assunto futebol ficará, cada vez mais, estará para “escanteio”. (Gustavo Pêna, DOL)
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