Sem série, eliminado do Campeonato Brasileiro da Quarta Divisão, resta ao Remo uma alternativa: contentar-se com a debandada do elenco de futebol profissional. Trata-se do início de uma reformulação silenciosa, sem fazer tumulto. Como a própria diretoria de futebol não deve permanecer para a temporada 2011, afinal o biênio da gestão Amaro Klautau se encerra em dezembro, as especulações fazem parte da rotina do Baenão.
O fato é que os cartolas se esforçam para emprestar os jogadores com vínculos contratuais que se estendem até o fim da temporada 2011. Nesse caso, encaixam-se, principalmente, os atletas revelados pela base azulina – como Levy, Neto, Raul, Jorge Santos, Ramon, Heliton entre outros. Se algum clube da segundinha do futebol local se interessar, basta abrir negociação. Destes, os mais valorizados são Raul e Heliton.
O zagueiro, porém, não foi negociado com o Sport Recife por uma razão. A diretoria rubro-negra se disse disposta a oferecer um período de testes a Raul. Até aí, tudo bem. Na hipótese de aprovado, o Sport tiraria do cofre um valor extremamente inferior – R$150 mil, comparado à multa rescisória – em torno de R$1,2 milhões. O vice-presidente de futebol, Lucival Alencar, descartou a transação. Ou seja, o Remo está disposto a negociar, mas não a preço de banana. Obviamente, que o fato se restringe a quem pode gerar ‘caixa’.
Heliton, por sua vez, não foi transferido para o Atlético-GO por outra razão: o interesse esfriou. Agora, o atacante faria parte de uma lista de remistas que interessa ao Castanhal. O polivalente Marlon e o meia Gian são outros que podem ir para o Japiim – um dos aspirantes à vaga da Segundinha. Do plantel que participou da campanha na Série D, Vélber é um dos que já conseguiu se encaixar: disputará a Série B pelo América-RN. (Diário do Pará)
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