No time fechado do Paysandu, há pouco espaço para mudanças. Quando ocorrem alterações, a maioria se deve aos cartões que algum jogador recebeu nas partidas ou contusões, porque mudar por opção não é muito do gosto do ‘professor’ Charles Guerreiro. O que dizer então do dono do gol bicolor? Enquanto nas outras posições não raro surge uma ou outra oportunidade para algum reserva mostrar serviço, no lugar de Alexandre Fávaro isso praticamente não acontece.
A exceção a essa regra são apenas os amistosos, quando Paulo Wanzeler e Ney são observados e têm correspondido. Wanzeler entrou no amistoso entre Paysandu e Time Negra, defendendo as cores do ‘Papão B’ e foi eleito o destaque da partida. Ney apareceu no decorrer do jogo-treino contra a Tuna Luso e mostrou que defender é como andar de bicicleta, não tem como esquecer. Ele agarrou um pênalti dos cruzmaltinos em uma atuação segura, mesmo sem ter jogado sequer em uma partida dessa Série C.
Para Ney, o bom desempenho é fruto do que produz durante os treinos. “A gente trabalha para ajudar. Quando eu cheguei ao Paysandu fiquei um tempo afastado fazendo tratamento no joelho e isso me impossibilitou de disputar em igualdade de condições. Acima de tudo, o importante é o Salgueiro, que a gente faça uma grande partida”, torce.
Em uma demonstração de que não é ‘fominha’, o titular absoluto, Fávaro, não economiza nos elogios aos colegas arqueiros e se diz tranquilo quanto a uma eventual impossibilidade de atuar. “A gente trabalha desde o começo do ano muito unido, sabemos do potencial de cada um. Procuramos ajudar sempre um ao outro e quem ganha com isso é o Paysandu, que tem um grupo forte para conseguir esse acesso. O mais importante é ter companheiros como opção, como o Paulo Wanzeler e Ney, que são pessoas maravilhosas e estão buscando espaço”, reconhece. (Diário do Pará)
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