Para concluir a negociação do estádio Evandro Almeida, o Baenão, com as construtoras Agre e Leal Moreira, basta o aval definitivo do Conselho Deliberativo do Remo. Hoje, a partir das 20 horas, horário da primeira chamada, está marcada uma reunião extraordinária da alta cúpula azulina.
A ideia, a princípio, é que os integrantes da comissão, criada para fiscalizar o processo, tornem-se os protagonistas do encontro. Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, Domingos Sávio, Manuel Ribeiro, Sérgio Cabeça e outros vão apresentar o relatório que englobará detalhes de encontros com a juíza Ida Selene, da 13º Vara da Justiça do Trabalho, além de conversas com os executivos do grupo Agre. Com isso, espera-se esclarecer os pontos considerados obscuros da transação, sobretudo, no que diz respeito à escolha do sítio do Aurá como sede para a proclamada Arena do Leão.
Ao que tudo indica, apesar de a oposição ao projeto se dispor a agir, não terá jeito. O relatório terá apenas um efeito formal, afinal, o negócio estaria consumado. Foi esse o tom do ex-presidente do Remo, Manoel Ribeiro, a respeito de todo o imbróglio, num contato com o BOLA. “Mostraremos o relatório e o presidente do conselho decide sobre a melhor maneira de fazer”, disse Ribeiro, membro da comissão que participou de todas as reuniões. De acordo com especulações, porém, por meio de intermediários, empresários podem fazer propostas para comprar o terreno do Carrossel, anexo ao Baenão, e, assim, eliminar as dívidas trabalhistas remistas. Mas, o assunto é tratada com extremo receio, considerando as muitas informações desencontradas.
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