Paixão, rivalidade e emoção são sentimentos que se misturam no futebol. Nos estados onde existem, apenas, dois times de expressão, o sentimento de bairrismo é cada vez maior. Se tratando de Pará, não há como deixar de lado os maiores rivais do futebol: Clube do Remo e Paysandu. Em quase 100 anos de histórias, Papão e Leão fizeram jogos memoráveis, em uma rivalidade que ultrapassa fronteiras. Mas esse sentimento pode estar próximo do fim. As diretorias dos clubes prometem uma parceria.
Pelo menos no campo administrativo, Remo e Paysandu estão buscando uma aproximação. Na época em que Amaro Klautau e Luis Omar foram eleitos para presidirem Leão e Papão, respectivamente, prometeram que a rivalidade seria usada apenas dentro de campo. Fora dele, os clubes iriam se juntar pelo bem do futebol paraense.
Contudo, o tempo foi passando e, como os dirigentes do futebol paraense agem muito mais pela emoção do que pela razão, os resultados de um Re-Pa faziam cair por terra todo esse início de “amizade”. As “travessias” de jogadores de um lado para o outro da avenida Almirante Barroso continuaram, e bicolores e remistas continuavam se vendo fora do cenário futebolístico nacional.
Na semana passada, o diretor do futebol amador do Remo, Carlinhos Dorneles, denunciou um assédio do Paysandu em contratar três atletas das divisões de base azulina. Mas a coisa ficou só nisso. O presidente do bicola, Luis Omar Pinheiro, garantiu que essa não era a postura da sua agremiação e que as coisas iriam se resolver.
Tudo ficou bem entre Leão e Papão. Tanto, que o Remo aceitou negociar, por R$ 70 mil, a sua principal revelação de 2010, o atacante Heliton. A transação, que garante 60% do passe do jogador para os bicolores e 40% para os azulinos em caso de uma negociação de R$ 3 milhões, não foi muito aceita por parte de quem veste azul marinho, acreditando que só o bicolor saiu no lucro com a aquisição do atleta.
Essa nova parceria da dupla Re-Pa promete crescer. O diretor de futebol do Remo, Lucival Alencar, disse que iniciou contato com Luis Omar para que, em caso de troca jogadores entre os clubes, cada um fique com 50% do valor de venda. Resta saber se, com a iminente saída de Klautau da presidente do Filho da Glória e do Triunfo, essa aproximação irá adiante. (Gustavo Pêna, DOL)
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