Mais um capítulo do processo de negociação do estádio Evandro Almeida, o Baenão, se consumará hoje a partir das 14h30. A partir deste horário, está prevista uma reunião entre a juíza Ida Selene, do Tribunal Regional do Trabalho, e os membros da comissão nomeada pelo Conselho Deliberativo do Remo para representá-los. Não foi confirmada a presença dos executivos do grupo Agre, que está prestes a adquirir o bem mais valioso do Clube do Remo. E, aliás, a magistrada não deve conceder entrevistas.
A ideia, desvendada de forma extra-oficial, é que os remistas solicitem uma nova prorrogação referente à data da homologação, marcada para o dia 21 deste mês, do acordo entre a empresa e a atual presidência do clube. Oficialmente, entretanto, Domingos Sávio e Manoel Ribeiro, ambos da comissão, já afirmaram estar descrentes com um adiamento das datas.
A estratégia, contudo, seria uma forma de dificultar o acerto final com relação ao sítio do bairro Aurá como sede para a Arena do Leão. De acordo com uma fonte consultada, o projeto é adiar, ao máximo, a definição. O fato resultaria na apresentação de novas áreas para sediar o projeto. Por sinal, ainda conforme o informante, um terreno na Alça Viária seria discutido no encontro de logo mais.
A comissão também poderia listar como prioridades outros dois projetos. Pediria a revitalização da sede social e da sede náutica, considerando a opinião de conselheiros e beneméritos de que o valor pago pelas empresas para comprar o Baenão – no total R$ 33,2 milhões, não corresponde à realidade do mercado imobiliário paraense. (Diário do Pará)
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