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ESPORTE PARÁ

Meia Lúcio e Charles Guerreiro trocam acusações

Quando viu o Paysandu entrando em campo no último domingo (17), na Curuzu, para enfrentar o Salgueiro (PE), o torcedor não entendeu uma coisa: a escalação de Fernandão para jogar ao lado de Bruno Rangel no ataque. Ao final do primeiro tempo, Fernandão foi

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Quando viu o Paysandu entrando em campo no último domingo (17), na Curuzu, para enfrentar o Salgueiro (PE), o torcedor não entendeu uma coisa: a escalação de Fernandão para jogar ao lado de Bruno Rangel no ataque. Ao final do primeiro tempo, Fernandão foi substituído depois de uma péssima atuação. A Fiel esperava a entrada do meio-campo Lúcio, que fez o gol do empate em 1 a 1 no primeiro jogo entre Papão e Carcará. Ao tentar explicar a situação, o técnico Charles Guerreiro disse que o jogador pediu para não jogar. Por outro lado, Lúcio disse que nunca falou isso.

O ‘disse me disse’ é grande no Paysandu. O torcedor, triste após a vexatória derrota por 3 a 2 para o Salgueiro (PE), ainda tenta encontrar explicações para o resultado, depois de toda festa armada para o ‘Vamos Subir Papão’. E mais. Ainda não sabe certo em quem acreditar e muito menos culpar pelo fraco rendimento do time frente aos pernambucanos.

Para se defender, Charles Guerreiro falou que a entrada de Fernandão foi uma opção por ter tido um bom rendimento nos últimos treinos. “Falávamos que só faltava um gol para o Fernandão se consagrar”, explica. Indagado sobre ter colocado o jogador em campo por “amizade”, o treinador logo tratou de desmentir a informação. “O Fernandão jogou contra mim na época em que eu treinava o Cardoso Moreira (RJ). Ele foi uma indicação minha para o Paysandu e eu não sou de ter amizades com empresários de jogador”, afirma.
Contudo, Guerreiro continua creditando a escalação do jogador depois da possível recusa de Lúcio em entrar em campo. “O Lúcio sentiu um pouco no coletivo da sexta-feira (15) e colocamos ele no time reserva. No sábado (16) ele chegou comigo e disse que não queria começar jogando, porque ainda não estava na sua total forma física. Não posso obrigar um atleta a entrar em campo”, avalia.

Por outro lado, Lúcio diz que em momento algum chegou para o comandante e pediu para não atuar diante do Salgueiro (PE). “Houve um grande mal entendido nisso tudo. Na conversa que tive com o Charles ele me perguntou como eu estava, e disse que bem, mas que não dava para agüentar os 90 minutos da partida. Somente isso. Gosto muito do Charles, mas nunca disse que não queria jogar. Quero reiterar a minha responsabilidade no Paysandu”, explicou o meia-atacante. (Gustavo Pêna, DOL)

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