O assunto não é muito comentado, mas o futebol brasileiro vive um momento de decadência. A maioria dos clubes está endividada e sobrevive muito mais pela tradição e emoção do seu torcedor, do que por administrações preocupadas com o futuro. O futebol paraense não passa por situação diferente. Um exemplo desse momento é o Remo, clube centenário que está sem divisão e perto de perder o estádio Evandro Almeida, o Baenão. Se continuar como está, qual o futuro do Leão azul paraense?
Apesar dos muitos opositores, a negociação do Baenão poderia vislumbrar um futuro promissor ao Remo. De início, com os R$ 33,2 milhões da venda seria construída a "Arena do Leão" e um moderno centro de treinamentos, coisa de que nenhuma equipe paraense hoje dispõe. Com isso, o Filho da Glória e do Triunfo daria um passo significativo na sua história. Contudo, a Justiça do Trabalho não pretende mais negociar o Evandro Almeida, e tudo leva a crer que o estádio será leiloado por um valor muito menor do que antes pretendido.
Dessa forma, serão pagas, apenas, algumas dívidas e o problema do clube não será resolvido, ficando, ainda, sem o seu estádio. O exemplo da sede social azulina, que recentemente também foi a leilão, mostrou que o Filho da Glória e do Triunfo apenas perdeu parte do seu patrimônio e nada mudou. Tudo continuou como antes. Como a praça esportiva do Remo estava praticamente negociada, pouco se fez para a sua manutenção e revitalização. Esqueceram que o Campeonato Paraense está chegando e será no Baenão que o time mandará seus jogos.
Para completar, o presidente Amaro Klautau estava contando com parte dos R$ 33,2 milhões para pagamento de salários atrasados de Giba e companhia. Já se sabe que 12 jogadores que disputaram a Série D deixaram uma procuração com um advogado. Caso os valores atrasados não sejam quitados até o final desse mês, serão mais ações na Justiça do Trabalho, coisa que Klautau se orgulhava em não ter durante os dois anos de sua administração.
Não há dinheiro em caixa. As verbas de patrocínios já foram todas adiantadas ao Remo. O torcedor, agora, espera o novo presidente, que deve ser conhecido apenas no mês de dezembro, para saber qual será o futuro do Leão, que tem pressa em voltar a rugir como antes. Pelo bem do futebol paraense, combalido pelos últimos insucessos, é necessário que o clube dê aquelas alegrias de antes ao Fenômeno Azul. (Gustavo Pêna, DOL)
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