A frustração era clara na voz e nas declarações do presidente Sebastião Ferreira, o Ferreirinha, mandatário do Águia, após o jogo. Pelo terceiro ano seguido o Águia ficou pelo caminho na Série C. Mesmo sem um grande estádio à disposição ou a estrutura física mínima necessária para a equipe, o sentimento era de que o acesso seria possível. Para o ano que vem, muito deve mudar. E o futuro começa a ser pensado agora.
O vice-campeonato paraense e um lugar entre os oito melhores times da Série C foram o saldo de 2010 para o Águia. Se a temporada nos gramados se encerrou ontem, nos bastidores ela está só começando. É ano de eleição no Águia. Mas o presidente Sebastião Ferreira parece disposto a encarar a missão de presidir o clube mais uma vez. E ele pensa grande.
“Esse ano não foi como queríamos porque queríamos subir. Apesar das nossas dificuldades, nossas limitações, dentro de campo sabíamos que dava”, aponta. “Precisamos trabalhar agora para nos estruturar, termos categorias de base, termos um centro de treinamentos, até porque importar jogadores o tempo inteiro custa muito”, lembra Sebastião Ferreira.
Apesar de garantir que cerca de 70% da equipe deve ficar para a próxima temporada, investir em jovens deve ser mesmo a principal cartada do azulão daqui para a frente. “Nossa região é um celeiro de craques. Inclusive a categoria de base rende financeiramente, no caso dos jogadores que são negociados. Precisamos da nossa (categoria de) base para muitas coisas”, conclui o presidente aguiano. (Diário do Pará)
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