Não deu. Assim, sem muito que falar ou explicar, a derrota do Águia, ontem (24), em Natal, pode ser resumida. Na partida mais importante do ano, o Azulão tinha pela frente a forte equipe do ABC, até então invicta dentro de casa na Série C. E para avançar na competição e carimbar o passaporte para o acesso, a missão da equipe marabaense era justamente acabar com essa invencibilidade alvinegra. Mas não deu.
Seja em um simples amistoso ou em uma decisão de campeonato, futebol se decide em apenas 90 minutos e com bola na rede, é claro. Sabendo disso, o Águia mostrou não ter se abatido pela derrota em casa, no primeiro confronto com o ABC. Por isso, o Azulão mostrou personalidade e foi pra cima, ontem. Martelou durante todo o jogo, mas foi punido em três ataques, sofrendo três gols e dando adeus, mais uma vez, ao sonho de jogar a Série B.
Apesar de jogar em casa, o ABC não conseguia impor seu ritmo de jogo no primeiro tempo. Ao contrário: coube ao Águia o papel de protagonista, chegando muito mais à defesa adversária o que os mandantes. Azar marabaense que o volume de jogo não se traduziu em gols.
E os deuses do futebol não perdoaram as falhas aguianas, sobretudo falhas de marcação. Habituados aos três zagueiros, os marabaenses sentiram falta do jogador da sobra. Se ele estivesse lá, Leandrão não teria batido Bernardo depois do chutão de Sueliton e feito o primeiro do ABC.
Com alguém na sobra, não seria obrigação de Analdo marcar o habilidoso meia Jackson, que teve tempo, calma e extrema categoria para, sozinho, ampliar para o ABC e colocar um pé na Série B. Com a benção dos boleiros do sobretudo, Claudemir ainda ganhou de presente o terceiro gol, aproveitando o rebote da bola na trave chutada por Ederson. Aí Jaime também foi iluminado para acertar um belo chute de longe. Mas era tarde e no final, não deu.
Time sai do torneio de cabeça erguida
Uma campanha de altos e baixos, com momentos memoráveis e outros dignos de esquecimento. Se na Série C o Águia não foi o melhor, esteve longe de ser o pior também. Em sua terceira participação na competição, o time deixou para trás rivais muito mais estruturados, sofrendo uma eliminação natural, saindo do campeonato de cabeça erguida. Ano que vem tem mais.
Vice-campeão estadual, derrotado pelo Paysandu, o Águia começou a Série C apontado mais uma vez como forte candidato a brigar pelo acesso. Ao lado de clubes tradicionais e bem mais estruturados, a equipe marabaense sabia que não teria vida fácil. Com apenas dois pontos após três rodadas, se viu ameaçada inclusive pelo rebaixamento. Mas uma vitória mudou tudo.
Na verdade foi uma goleada: 4 a 0 sobre o Rio Branco e uma virada na história do azulão no grupo. Com vitórias também sobre os rivais estaduais, apenas um empate com o Fortaleza, em Marabá, separava o Águia do mata-mata. E o 1 a 1 foi tudo o que o Azulão precisou para chegar ao grupo dos oito melhores times da competição. Faltou pouco para chegar ao tão sonhado acesso, mas a equipe sai com a cabeça erguida. (Diário do Pará)
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